Frente de Libertação de Cabinda retoma relações diplomáticas com Portugal

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on pinterest
Share on email

A Frente de Libertação do Estado de Cabinda (FLEC), norte de Angola, decidiu hoje retomar as relações diplomáticas com o Governo português e exortou Portugal a reconhecer aquele território como um Estado.

A decisão de “retomar oficialmente as suas relações diplomáticas” com Portugal foi anunciada pela direção político-militar da FLEC-FAC, num comunicado em que se afirma “disposta a fazer todo o possível para fazer da cooperação com o Governo português uma parceria estratégica”.

O fim das “relações e contactos” com a Presidência e o Governo português tinha sido decretado em feveiro pela FLEC.

No comunicado hoje divulgado, a FLEC lembra que Cabinda e Portugal “têm muitos interesses em comum” e exorta o Governo de António Costa a “exercer pressão sobre o Estado angolano para que ponha termo à sua ocupação” naquele território e a “reconhecer o direito do povo de Cabinda à autodeterminação e à independência”.

O reconhecimento de Cabinda como um Estado, por parte do Governo português, “enviará um sinal importante e claro à comunidade internacional”, considera a FLEC.

O fim das “relações e contactos” com a Presidência e o Governo português foram anunciados a 08 de fevereiro, num comunicado em que a Frente de Libertação acusou os vários governos e presidentes da República de “intencionalmente sempre ignoraram o martirizado povo de Cabinda e os sucessivos apelos desta organização e da sociedade civil cabindesa”.

Na data, a FLEC lamentou ainda que Portugal nunca tenha condenado Angola “pelas ininterruptas violações dos direitos humanos em Cabinda” e tenha apoiado “os três líderes da República de Angola desde 1975”.

Criada em 1963, a organização independentista dividiu-se e multiplicou-se em diferentes fações, efémeras, com a FLEC/FAC a manter-se como o único movimento que alega manter uma “resistência armada” contra a administração de Luanda.

Mais de metade do petróleo angolano, maior fonte de receitas do país, provém de Cabinda.

Lusa

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on pinterest
Share on email

Designed by nzaylakasesa,lda.