Holanda vai cofinanciar construção de centro logístico em Benguela

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O Reino dos Países Baixos vai cofinanciar, em até 60 milhões de Euros, a construção de um Centro Logístico em Benguela, para assegurar as exportações de frutas e legumes para Europa, através do Porto do Lobito, soube a ANGOP.

Para este efeito, foi assinado nesta quinta-feira, na cidade do Lobito, província de Benguela, um memorando de entendimento entre o Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação do Reino dos Países Baixos – também conhecido como Holanda, e o Ministério dos Transportes de Angola, no âmbito da dinamização e rentabilização do Corredor do Lobito.

O memorando, para assistência técnica e cofinanciamento para a implementação do centro agro-logístico em Angola, prevê, entre outros, a transferência de conhecimento e treinamento em certificação e boas práticas de tratamento, acondicionamento e embalagem de frutas e legumes para exportação para o mercado europeu, tendo a Holanda como porta de entrada.  

Segundo o ministro dos Transportes, Ricardo de Abreu, que interveio via online, a partir de Luanda, no âmbito do Programa de Apoio à Produção, Diversificação das Exportações e Substituição das Importações (PRODESI), esta iniciativa, inserida na cooperação entre o Reino da Holanda e Angola, visa a estratégia de desenvolvimento da rede nacional de plataformas logísticas.

Ricardo de Abreu colocou acento tónico na dinamização do Corredor do Lobito, o qual considera fundamental para a facilitação do comércio e melhoria do ambiente de negócios em Angola, bem como para tornar possível e viável o fornecimento de frutas e legumes aos principais centros de consumo regionais e internacionais.

O governante lançou às partes intervenientes neste memorando o desafio de primarem pelo pragmatismo e compromisso para que, ainda este ano, seja lançada a primeira pedra para a construção desta importante infra-estrutura logística de apoio ao agro-negócio e, nomeadamente, à exportação de frutas e legumes, tão logo esteja concluído e apetrechado.

Contudo, evocou que os primeiros passos para este memorando remontam a finais de 2018, aquando de uma visita ao Reino da Holanda, onde se abordou as potencialidades agrícolas do Corredor do Lobito e a exportação de frutas para a União Europeia, maior importador mundial destes produtos, com uma quota de mais de 40 por cento do comércio mundial de frutas e vegetais.

E realça que esse posicionamento representa um negócio global somente em frutas e vegetais de mais de 25 mil milhões de dólares e um volume de produtos de mais de 18 milhões de toneladas, maioritariamente importadas de países em desenvolvimento, quer em África, quer na América Latina.

A posição cimeira do Reino da Holanda no mercado da União Europeia foi outro ponto de destaque na intervenção do ministro, para quem tal representa para Angola um parceiro ideal para explorarmos a oportunidade de trabalhar de uma forma articulada e coordenada, permitindo um resultado mutuamente benéfico para os dois países.

“Passados mais de dois anos, foi concluído o estudo, tendo sido identificadas as oportunidades de desenvolvimento de cadeia de valor para a exportação de frutas a partir do Corredor do Lobito”, afiançou o titular do pelouro dos Transportes, apontando os principais desafios para a realização de investimentos em infra-estruturas de apoio, com destaque para plataformas logísticas.

Holanda disponibiliza 60 milhões de Euros

Presente no acto de assinatura do protocolo, o ministro conselheiro da Embaixada do Reino dos Países Baixos em Angola, Marc Léon Mazarac, admite a existência de uma linha de até 60 milhões de Euros, suportada pela Agência de InvestimentosEstrangeiros daHolanda, no âmbito do processo de co-financiamento do projecto.

Para aquele responsável, os dois países possuem características idênticas, por serem banhados pelo mar, por isso  Angola pode tirar vantagem do facto de a Holanda ser a porta de entrada para Europa, através do Porto de Roterdão.

“E o Lobito tem as mesmas condições, ou seja, é a porta para a entrada e saída de muitos produtos para e de Angola, como também dos países encravados como RDC e Zâmbia”, notou, acentuando a ideia de que, no âmbito deste memorando, o Reino dos Países Baixos pode ajudar para que Angola tenha plataforma logística para rentabilizar a sua economia e desenvolver-se, através do intercâmbio de produtos.

A expectativa, admitiu, é a de que o futuro centro logístico possa vir a beneficiar o maior número possível de produtores, desde pequenos, médios e grandes. “Já visitamos oito fazendas de grande escala que podem produzir para Holanda, mas também queremos pequenos produtores integrados”.

A construção do Centro Logístico do Corredor do Lobito, que terá como função principal o armazenamento, acondicionamento, transformação e o empacotamento dos produtos, estará a cargo de um consórcio holandês em parceria com o sector empresarial angolano.

No entanto, fonte da Agência Reguladora de Certificação de Carga e Logística de Angola (ARCCLA) explicou queo montante global para a implementação da referida plataforma logística ainda está por definir pelas equipas técnicas, sendo que a comparticipação financeira de Angola será assegurada pelo empresariado. 

Fonte: Angop

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