Abandonada à nascença por ser diferente, Xueli é agora modelo da Vogue

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Agora com 16 anos, Xueli Abbing quer contribuir para normalizar a imagem das pessoas albinas no mundo da moda, retirando o estigma que, em muitos países, coloca em perigo a vida de quem nasce com a anomalia genética.

Assim com em vários outros países da África Oriental, o albinismo é visto com preconceito na China, como se fosse uma maldição. Por essa razão, Xueli foi abandonada pelos pais à porta de um orfanato. O seu aspeto diferente, que a tornou a vítima de abandono familiar, foi aceite de outra forma no mundo da moda.

Agora com 16 anos de idade, Xueli Abbing já tem vários trabalhos para a Vogue no currículo, assim como publicidades com grandes marcas da indústria da moda, conforme descreve a BBC.

Sublinhe-se que a rara anomalia genética causa um défice de pigmentação, o que torna a pele e o cabelo muito claros, sendo estas pessoas extremamente sensíveis à luz solar.

De acordo com a publicação britânica, o orfanato que recebeu Xueli, quando era bebé, chamou-lhe Xue Li (duas palavras que significam “neve” e “linda”). “Fui adotada quando tinha três anos de idade e fui viver com a minha mãe e a minha irmã nos Países Baixos. A minha mãe disse que não podia imaginar um nome mais perfeito para mim e que era importante eu manter uma ligação às minhas raízes”, indicou.

“Os meus pais biológicos não deixaram qualquer informação sobre mim, portanto não sei quando é o meu aniversário. Mas há cerca de um ano fiz um raio-X para ter uma ideia melhor da minha idade e os médicos disseram que tinha 15 anos”, acrescentou.

Na altura em que Xueli nasceu, a China ainda tinha a política de um filho por família. Ter um filho albino era considerado uma maldição, sendo estas crianças abandonadas ou mantidas dentro de casa, sendo alvo de enorme preconceito. 

Porém, em alguns países africanos, as pessoas que sofrem de albinismo são vítimas de perseguições, violência, devido a mitos e superstições, sendo colocadas entre as que mais sofrem violações de direitos humanos – são mutiladas em rituais de feitiçaria, acreditando-se que os seus ossos curam doenças. De acordo com a Comissão Nacional dos Direitos Humanos (CNDH), pelo menos 114 pessoas com albinismo desapareceram em Moçambique desde 2014.

Uma das motivações de Xueli é contribuir para que as pessoas com albinismo possam ser representadas no mundo da moda de forma natural. “As modelos com albinismo são muitas vezes alvo de estereótipo, sendo fotografadas como anjos ou fantasmas e isso deixa-me triste. Especialmente, porque perpetua as crenças que colocam em perigo a vida de crianças com albinismo em países como a Tanzânia ou Malawi”.

“Os meus pais biológicos não deixaram qualquer informação sobre mim, portanto não sei quando é o meu aniversário. Mas há cerca de um ano fiz um raio-X para ter uma ideia melhor da minha idade e os médicos disseram que tinha 15 anos”, acrescentou.

Na altura em que Xueli nasceu, a China ainda tinha a política de um filho por família. Ter um filho albino era considerado uma maldição, sendo estas crianças abandonadas ou mantidas dentro de casa, sendo alvo de enorme preconceito. 

Porém, em alguns países africanos, as pessoas que sofrem de albinismo são vítimas de perseguições, violência, devido a mitos e superstições, sendo colocadas entre as que mais sofrem violações de direitos humanos – são mutiladas em rituais de feitiçaria, acreditando-se que os seus ossos curam doenças. De acordo com a Comissão Nacional dos Direitos Humanos (CNDH), pelo menos 114 pessoas com albinismo desapareceram em Moçambique desde 2014.

Uma das motivações de Xueli é contribuir para que as pessoas com albinismo possam ser representadas no mundo da moda de forma natural. “As modelos com albinismo são muitas vezes alvo de estereótipo, sendo fotografadas como anjos ou fantasmas e isso deixa-me triste. Especialmente, porque perpetua as crenças que colocam em perigo a vida de crianças com albinismo em países como a Tanzânia ou Malawi”.

Fonte: TPA

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