FAO disponibiliza 1 milhão de dólares para combater a praga gafanhotos

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O Fundo das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) disponibilizou, recentemente, um milhão de dólares para combater a praga de gafanhotos que afeta o Sul de Angola há mais de 2 meses.

De acordo com a representante da FAO em Angola, Gherda Barreto Cajina, deste valor, 500 mil destinam-se à compra de equipamento, e igual montante está a ser utilizado na assistência técnica.

A representante da FAO em Angola destacou o engajamento e papel do Governo de Angola, no combate à praga de gafanhotos, tendo informado que a sua organização está a facilitar uma plataforma regional de diálogo para coordenar a acção de combate aos gafanhotos nos países da região austral do continente africano.

Explicou que Angola está a jogar um papel fundamental na coordenação destes países, tendo promovido recentemente uma reunião regional, facilitada pela FAO, que contou com as presenças de países vizinhos igualmente afetados pela praga de gafanhotos nomeadamente, a Zâmbia, a Namíbia, o Zimbabwe e o Botswana.

A proposta de Angola, segundo a representante da FAO, foi fazer uma intervenção simultânea por meio de um calendário onde todos os países poderiam partilhar informações para o controlo da praga.

Em declarações à imprensa, à margem da sua visita ao município do Dirico, informou que em função da referida reunião os países já estão a reagir positivamente e já podem combinar, com Angola, o tempo certo para um controle simultâneo da praga que é migratória e não tem fronteiras, sendo por isso, essencial a plataforma regional de monitoramento.

Outro papel importante desempenhado pelas autoridades angolanas, segundo a responsável, tem a ver com o envolvimento da Força Aérea Angolana (FAA) que está a disponibilizar as suas melhores tecnologias para fazer o mapeamento aéreo para identificar e conhecer o comportamento da praga de gafanhotos.

Por outro lado, deu a conhecer que o Fundo das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura está a dar assistência técnica à Comissão Interministerial que elaborou o Plano Nacional para o Controle e monitoramento de gafanhotos, com a entrega de meios para o reforço das capacidades de resposta das brigadas comunitárias.

Esses meios vão ajudar a estabelecer uma rede de controlo dos gafanhotos, uma vez que será montado um sistema de monitoramento com uma tecnologia que permite a utilização de satélites, podendo partilhar dados e informação, mesmo sem a utilização da internet.

Recordou, na ocasião, que, no âmbito do programa emergêncial de apoio às vítimas da seca no sul de Angola, por força do programa humanitário com o Fundo das Nações Unidas para a Emergência, as populações da província do Cunene receberam um quite de resiliência e se formaram em diversas escolas de campo para incrementar a sua capacidade produtiva.

Realçou que, tanto a Covid-19 como a seca, estão a ameaçar a Zona Sul de Angola que está mais exposta à insegurança alimentar. Por isso, prosseguiu, para a FAO, a Região Sul é de grande prioridade, no sentido de reforçar a capacidade de resiliência das populações em incrementar a produção nesta zona.

A delegação, que trabalha no município do Dirico, integra o secretário de Estado da Agricultura, João Cunha, o Governador do Cuando Cubango, Júlio Bessa, o embaixador da Bélgica em Angola, Josef Smets, entre outras entidades. A mesma deslocou-se a esta região para constatar o funcionamento das brigadas e reforçar os meios de combate.

Fonte: Angop

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