PR da África do Sul diz que “corrupção” não conta com apoio e proteção do partido no poder

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O Presidente Cyril Ramaphosa disse hoje que os membros do Congresso Nacional Africano (ANC, na sigla em inglês) envolvidos em corrupção não podem contar com apoio e proteção do partido, no poder na África do Sul desde 1994.

No primeiro dia do seu depoimento perante a comissão de investigação à grande corrupção no Estado, o líder sul-africano referiu que o “facciosismo” se acentuou no seio do ANC desde 1994, estando na génese da captura do Estado pela grande corrupção.

“A captura do Estado ocorreu sob a nossa supervisão como partido no poder, envolvendo alguns membros e líderes da nossa organização e encontrou terreno fértil nas divisões, fraquezas e tendências que se desenvolveram na nossa organização desde 1994”, declarou Ramaphosa.

“O facciosismo acontece porque os membros da organização têm perspetivas e interesses diferentes”, salientou.

No seu depoimento perante a comissão de investigação presidida pelo juiz Raymond Zondo, hoje na qualidade de ex-vice-presidente do ANC no mandato governativo do ex-presidente Jacob Zuma, o Presidente Ramaphosa admitiu que “a apropriação ilícita de recursos definiu a era da captura do Estado” na África do Sul por dirigentes do ex-movimento de libertação sul-africano.

“Os membros que se envolvem em corrupção têm de enfrentar todas as consequências da lei pelas suas ações, não podem contar com o apoio ou proteção do ANC, nem apelar ao princípio da responsabilidade coletiva”, afirmou Ramaphosa.

Questionado sobre o controverso “destacamento” de funcionários do partido para funções no Governo e na administração pública, Cyril Ramaphosa defendeu a medida, explicando que o partido no poder desde 1994, criou um “comité de implantação”, a que ele próprio presidiu de 2013 a 2017, para decidir sobre os indivíduos que podem ser destacados para várias funções no Governo.

“O comité de implantação foi criado para ajudar a transformar as nomeações para os cargos no Governo que anteriormente eram dominadas por homens, brancos, quando a nova administração assumiu o poder em 1994”, frisou Ramaphosa.

O chefe de Estado sul-africano evitou pronunciar-se diretamente sobre o alegado financiamento da empresa Bosasa a dirigentes do ANC, incluindo a campanha eleitoral de Ramaphosa à liderança do partido, em troca de contratos lucrativos com o Estado, segundo a comissão.

Ramaphosa foi convocado em março para depor durante quatro dias em abril perante a comissão que investiga a grande corrupção no Estado sul-africano, na qualidade de presidente e ex-vice-presidente do ANC e como ex-vice-presidente e Presidente da República, segundo o juiz Raymond Zondo.

O juiz sul-africano, que é o vice-presidente da Justiça na África do Sul, lidera a comissão ‘Zondo’ de investigação à alegada grande corrupção no mandato de Zuma.

Jacob Zuma, que liderou o país entre 2009 e 2018, foi afastado pelo seu partido, o Congresso Nacional Africano, antes de terminar o mandato depois de múltiplos escândalos relacionados com corrupção, desde quando era vice-presidente da República.

O ex-chefe de Estado foi substituído no cargo por Cyril Ramaphosa, que era vice-presidente de Zuma.

Zuma negou até agora todas as acusações afirmando ser uma ‘caça às bruxas’ política do partido no poder, o ANC, na altura liderado por Thabo Mbeki, que governou o país entre 1999 e 2008.

Fonte: Lusa

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