Indianos ricos fogem do país em jatos particulares

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A crescente crise na Índia em torno de um aumento nas infecções por coronavírus está a levar famílias ricas a fugir do país em jatos particulares.

A Índia é, atualmente, o país com maior número de infeções por COVID-19 do mundo desde o início da pandemia, com o aumento afetando o seu sector de saúde.

Estrelas de Bollywood, magnatas, atletas famosos e aqueles que podem pagar por voos estão a partir para lugares como Reino Unido e Dubai em meio a preocupações com a imposição de restrições de viagem.

Com relatos de escassez de leitos em hospitais e de medicamentos tomando conta das redes sociais, magnatas indianos e outros capazes de pagar tarifas que chegam a milhões de rúpias estão a reservar voos para locais secretos na Europa, Médio-Oriente e oceano Índico.

“Não são apenas os ultrarricos”, afirmou Rajan Mehra, director-executivo da Club One Air, empresa de jatos privados com sede em Nova Déli. “Quem pode pagar para pegar um jato particular está a pegar jatos particulares.”

Nesta terça-feira (27), o país reportou 352.99 novas infecções, a maior contagem diária em todo o mundo desde o início da pandemia. Com a infraestrutura de saúde indiana em colapso, estrelas do cinema de Bollywood foram vistas fugindo para destinos como as Maldivas, enquanto pelo menos três jogadores de críquete australianos abandonaram a Premier League indiana, o principal torneio de clubes do desporto.

O que possivelmente levou essas pessoas a se apressarem para sair da Índia foram as medidas internacionais recentemente anunciadas, para restringir entrada de viagens do país do Sul Asiático, por conta da nova onda de casos do coronavírus.

Canadá, Hong Kong, Emirados Árabes Unidos e Reino Unido estão entre mais de uma dúzia de lugares que impuseram restrições, com outros prontos para anunciar medidas. As Maldivas restringirão as visitas de indianos em todas as ilhas, com excepção de um punhado de resorts abertos para receber indianos a partir desta terça-feira (27), levando a uma corrida de última hora para as partidas.

“Houve um grande aumento em Londres e Dubai pouco antes de as restrições acontecerem, e nas Maldivas também antes de anunciarem a proibição”, disse Mehra, que anteriormente foi chefe das operações indianas da Qatar Airways.

Embora as tarifas particulares já fossem altas e geralmente com preços estáveis, o custo das passagens aéreas agora aumentou.

Por exemplo, a viagem só de ida em classe económica para Dubai está a valer mais 10 vezes o preço normal, segundo Mehra. “Isso mostra como as pessoas estão desesperadamente a tentar fugir”, evidenciou.

Fonte: Angop

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