Sobe para 60 número de mortos após incêndio em hospital iraquiano

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Pelo menos 60 pessoas morreram na noite de sábado na sequência de um incêndio e explosão no hospital Al Jatib, no sudeste de Bagdade, no Iraque, noticiou a agência de notícias Efe.

In this image made from video, first responders work the scene of a fire at a hospital in Baghdad on Saturday, April 24, 2021. The fire broke out in the Baghdad hospital that cares for coronavirus patients after oxygen cylinders reportedly exploded late Saturday, officials said. (AP Photo)

A agência espanhola cita uma fonte do Ministério Interior, que pediu para não ser identificada. O anterior número apontava para 24 óbitos na unidade de cuidados intensivos do hospital dedicada a infetados com covid-19.

Segundo a mesma fonte, o incêndio resultou da explosão de cilindros de oxigénio. As mortes aconteceram por asfixia, adiantou.

O incêndio terá tido origem em cilindros de oxigénio “armazenados sem cumprir as condições de segurança”, disseram, por seu lado, fontes médicas à agência de notícias France-Presse (AFP).

Durante a noite, quando dezenas de familiares se encontravam ao lado da cama de “30 pacientes nesta unidade de cuidados intensivos” do hospital reservado para os casos mais graves de covid-19, as chamas espalharam-se, relatou uma fonte médica.

Nas redes sociais circulam vídeos que mostram bombeiros a tentarem apagar o incêndio, enquanto doentes e familiares procuram escapar do prédio, localizado na periferia sudeste de Bagdade.

Por sua vez, a agência noticiosa estatal iraquiana, a INA, noticiou que o incêndio pode ter sido provocado por um curto-circuito ou pela explosão de botijas de oxigénio em mau estado.

Mais de 20 equipas de combate a fogos conseguiram apagar as chamas deste “incêndio massivo”, segundo a Defesa Civil iraquiana, que informou em nota terem conseguido resgatar cerca de 90 pacientes durante a evacuação do centro.

Na nota acrescenta-se que dezenas de vizinhos ajudaram os pacientes, a maioria idosos e pessoas que estavam ligadas a ventiladores.

A Comissão Pública Iraquiana para os Direitos Humanos pediu ao Governo que assumisse a responsabilidade pelo incidente e exigiu a demissão do ministro da Saúde, ao mesmo tempo que recordava as deficiências do sistema de saúde iraquiano, especialmente durante uma situação tão excecional como a pandemia de covid-19.

O governador de Bagdade, Mohammed Jaber, exigiu do Ministério da Saúde uma comissão de inquérito “para que aqueles que não fizeram o seu trabalho sejam levados à Justiça”.

O Iraque ultrapassou na quarta-feira um milhão de casos de covid-19, mas, provavelmente por causa de sua população, uma das mais jovens do mundo, regista um número relativamente baixo de mortes.

No total, segundo o Ministério da Saúde, 1.025.288 iraquianos foram infetados desde o início da pandemia, em fevereiro de 2020, dos quais 15.217 morreram.

O Iraque recebeu um total de quase 650.000 doses de diferentes vacinas, quase todas em forma de doação ou por meio do programa internacional Covax, que visa garantir o acesso equitativo às vacinas.

Quase 300 mil pessoas já receberam pelo menos a primeira dose, segundo o Ministério da Saúde, que tenta convencer uma população muito cética em relação à vacina e que evita usar as máscaras desde o início da pandemia.

Fonte: Lusa

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