Sinprof arranca com greve geral a partir do dia 26 de abril

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O Sindicato Nacional de Professores (Sinprof) anunciou, nesta terça-feira, a pretensão de avançar para uma greve geral,  interpolada, a partir de 26 de Abril.

Segundo o seu presidente, Guilherme Silva, a decisão, saída de assembleias provinciais realizadas no dia 17 deste mês, deve-se a “não satisfação de pontos do caderno reivindicativo de 23 de Outubro de 2019”.

O caderno reivindicativo, adiantou o sindicalista à ANGOP, tem como principal ponto a valorização do tempo completo de serviço de todos os professores.

Conforme o sindicalista, o primeiro período da greve acontece de 26 a 30 deste mês, o segundo 17 a 21 de Maio, o terceiro entre 7 a 11 de Junho e o quarto e último de 21 de Junho a 02 de Julho.

Explicou que o Executivo, através do Ministério da Educação, “pretende actualizar apenas a categoria de 43 mil e 200 professores”, quando, na prática, “existem 181 mil por promover”.

Informou que, aquando da transição do antigo Estatuto da Carreira Docente, o Executivo alterou os requisitos da actualização, tendo em conta apenas as habilitações, ao contrário do anterior que tinha em conta o tempo de serviço.

O sindicalista informou que a declaração de greve deverá ser entregue esta semana aos ministérios da Educação (MED) e da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social (MAPTESS).

“É possível reverter o quadro, desde que se apresentem propostas concretas. Os professores querem dignidade e trabalhar motivados”, declarou o Guilherme Silva.

No entanto, a anunciada greve poderá não contar com a adesão total dos professores, tendo em conta que alguns filiados consideram não ser o momento oportuno para uma paralisação das aulas.

É o caso da professora Josina Gomes que, apesar de concordar com a reivindicação, diz que o ano lectivo actual já não é dos melhores para se pensar em paralisações.

Na opinião da professora, o ideal é deixar terminar o presente ano lectivo e, em Setembro próximo, efectivar-se a greve.

“Pensando nos alunos não é correcto, mas pela causa é justo”, rebateu a docente, justificando não concordar que alguém com um ano de carreira tenha o mesmo salário de alguém com 10 anos de actividade.

Fonte: Angop

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