Bolsa de comercialização de diamantes arranca em 2022

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O ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, reiterou a entrada em funcionamento da bolsa de diamantes do país, no próximo ano, visando a comercialização desse mineral em Angola.

A bolsa, cujo processo de implementação decorre desde 2019, vai operar como principal centro de venda dos diamantes produzidos no país, com base na experiência de comercialização utilizada em outros países e vai substituir a Sociedade de Comercialização de Diamantes de Angola (Sodiam).

O dirigente fez este anúncio durante um encontro com operadores mineiros da província de Malanje, que visou aferir o nível de funcionamento e organização das empresas mineiras.

Diamantino Azevedo disse que a Sodiam vai deixar de existir para dar lugar a bolsa, mas está ainda em estudo o modelo ideal para a sua implementação, acrescentando que o mercado externo vai continuar a ser o local de venda do diamante.

Disse ser objectivo do Ministério, instalar fábricas de lapidação de diamantes nas províncias onde se haja actividade produtiva desse recurso, visando facilitar a sua transportação para Luanda.

“Iniciamos com a construção de um pólo para a fábrica de lapidação em Saurimo onde está a ser criada todas as condições para que possam ser montadas 26 fábricas de lapidação, mas a ideia é que surjam também indústrias em Malanje”, frisou.

Fez saber ainda que um grande passo dado foi a transferência da sede da Endiama da Lunda sul para a província da Lunda Norte, visando aproximar a empresa das zonas de exploração e tornar o grupo auto-suficiente na produção de diamantes.

Relativamente ao encontro, Diamantino Azevedo concluiu ser necessário que as cooperativas de diamantes cumpram com o estabelecido na legislação mineira e no seu regulamento de exploração semi-industrial de diamantes sob pena de se violar as políticas de comercialização.

Apelou às cooperativas no sentido de se organizarem de forma empresarial, legalizar, pagar impostos e respeitarem os regulamentos e todos os procedimentos para a exploração de diamantes, tendo alertado que Estado não se responsabilizará por anomalias destes nem financiará projectos das cooperativas.

Por sua vez, o governador de Malanje, Norberto dos Santos “ Kwata Kanawa” disse que o governo vai trabalhar com o sector público-privado a fim de montar uma fábrica de lapidação de diamantes na província, para que os operadores mineiros deixam de ir a Luanda a procura desse serviço.

Pediu ainda ao Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás no sentido de fazer prospecção em Malanje, para a descoberta de minas de diamantes, sobretudo na região da Baixa de Cassanje.

Enquanto isso, os operadores mineiros pediram ao Executivo para a interceder junto da Banca para o incremento de uma linha de financiamento para projectos diamantíferos privados, bem como a criação de casas de venda de diamantes para fazer face as suas necessidades.

A província de Malanje actualmente controla 12 cooperativas de exploração de diamantes.

Fonte: Angop

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