Embaixador português diz que presença do NRP “Setúbal” em Angola desenvolve “relação bilateral”

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O embaixador de Portugal em Angola congratulou-se hoje a com a presença do Navio da República Portuguesa (NRP) “Setúbal” em Angola referindo que o mesmo “acresce a relação bilateral” entre Angola e Portugal, sobretudo no âmbito da Defesa.

“É um momento de grande satisfação, como embaixador de Portugal, receber aqui em águas angolanas o navio ‘Setúbal’, um belo exemplo do que os estaleiros navais de Viana do Castelo estão hoje a fazer com grande competência e grande experiência a nível internacional”, afirmou Pedro Pessoa e Costa.

Para o diplomata português, a presença do navio português em Angola, no âmbito da iniciativa “Mar Aberto” é também um sinal importante desta relação bilateral, muito estreita entre Portugal e Angola.

O NRP “Setúbal”, atracado no porto de Luanda desde segunda-feira, após chegar à costa angolana no domingo, no município do Ambriz, recebeu hoje a visita de Pedro Pessoa e Costa, membros da embaixada portuguesa e de autoridades civis e militares angolanas.

O navio de patrulha e salvamento, para operações de autoridade do Estado no mar, está equipado para o controlo e fiscalização da pesca e conta também com pessoal com formação e reforço a nível de equipas de abordagem, segundo o seu comandante Artur Jorge Martins Dias Marques.

Segundo o embaixador de Portugal em Angola, a iniciativa “Mar Azul” existe desde 2008 e “visa, essencialmente, valorizar os recursos humanos e fazer a sua capacitação operacional e técnica”.

“Mas, ao mesmo tempo que os Estados costeiros sejam eles próprios, como é o caso de Angola, capazes de assegurarem a sua segurança nas suas águas territoriais, é um sinal do investimento e empenho de Portugal no continente africano”, referiu.

Pedro Pessoa e Costa assinalou também as valências do NRP “Setúbal” no domínio da segurança marítima, referindo que Angola e Portugal também trabalham nesse domínio por ser algo que deve preocupar a todos para a garantia das respetivas soberanias.

“Não só para os Estados da região do Golfo da Guiné, mas todos os Estados que se preocupam como sabemos com a pirataria, insegurança marítima que tem um impacto muito grande nas populações, nas regiões e nas economias sejam elas regionais ou globais”, frisou.

A presença do navio em Angola “é um sinal que também acresce” na relação “com Angola no âmbito da Defesa”, vincou.

“Como todos sabemos temos assessorias militares portuguesas aqui, mas é também um sinal importante e que pode também levar a uma elevação maior de Angola na parte marítima”, apontou.

Por seu lado, o secretário executivo adjunto da Comissão do Golfo da Guiné em Angola, Afonso Eduardo, valorizou também a presença da embarcação portuguesa em Angola considerando como “uma boa iniciativa para o alcance da paz e segurança no Golfo da Guiné”.

“Para que possamos fazer proveito da riqueza que o mar oferece, saber que a economia azul é muito importante para qualquer país, com a pesca e exploração petrolífera, por isso a economia azul é muito importante para o crescimento de qualquer país”, disse o responsável.

O também embaixador angolano acrescentou: “Vemos que aí há um reforço na cooperação bilateral entre Angola e Portugal e quiçá com os países africanos envolvidos nesta área”.

O navio português, com cerca de 60 tripulantes a bordo, estará esta semana em Luanda e depois vai ao Lobito, província angolana de Benguela.

O NRP “Setúbal” saiu de Lisboa em 01 de março, já com passagens na Guiné-Bissau, Cabo Verde, Costa do Marfim, São Tomé e Príncipe e agora Angola. No regresso tem passagens previstas para São Tomé e Príncipe, Nigéria, Gana, Cabo Verde até à sua chegada a Lisboa agendada para 30 de maio próximo.

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