Ex-administrador de Ngonguembo constituído arguido e em prisão preventiva por peculato

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O ex-administrador do município do Ngonguembo, província do Cuanza Norte, Daniel Manuel Domingos, foi constituído arguido e conduzido à cadeia do Estabelecimento Prisional de Ndalatando, por indícios da prática de vários crimes, entre os quais peculato.

Segundo uma nota da Procuradora Geral da República (PGR), enviada hoje, quinta-feira, à ANGOP, foram também detidos no mesmo processo, Manuel Miguel Luís, ex director do Gabinete Municipal de Estudos, Planeamento e Estatística e actual chefe de secção local de Saúde Pública, bem como Miguel João Calunga, administrador da comuna de Cavunga.

De acordo com o documento, que não especifica quando foram feitas estas detenções, refere que os arguidos são também acusados dos crimes de falsificação de documentos, associação criminosa e participação económica em negócio ocorridas na administração do Ngonguembo e seus órgãos dependentes.

Com estas detenções, eleva-se para quatro o número de ex-administradores municipais constituídos arguidos e detidos no Cuanza Norte.

Encontram-se já em prisão preventiva os ex-administradores municipais do Lucala, Bolongongo e Golungo Alto, respectivamente, José Teixeira da Conceição, Miguel Gaspar e Teresa da Costa.

Daniel Manuel Domingos foi nomeado administrador municipal do Ngonguembo em 2018, tendo antes ocupado as funções de director da Escola de Formação de Técnicos da Saúde e do gabinete provincial do Comércio, Indústria e Recursos Mineiras, respectivamente.

Dados da PGR avançam que, no âmbito do combate à corrupção e dos crimes de branqueamento de capitais, estão indiciados 20 ex-gestores de instituições públicas na província do Cuanza Norte.

Avança ainda que as autoridades da província registaram, em 2020, perdas estimadas em AKZ 500 milhões, em bens patrimoniais e valores monetários, decorrentes de crimes de corrupção que estão a ser investigados pela PGR.

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