SADC tem papel crítico no combate ao terrorismo em África

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on pinterest
Share on email

A Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) tem um papel importante no combate ao terrorismo regional, numa altura em que Moçambique está a ser particularmente afetado, considerou hoje um responsável da Organização das Nações Unidas (ONU).

“A SADC tem um papel crítico a desempenhar porque essas questões precisam de ser tratadas também a nível regional”, disse o porta-voz do secretário-geral da ONU, António Guterres, em resposta a uma questão sobre o nível de terrorismo em Moçambique e riscos para o resto de África.

“Sabemos muito bem que grupos terroristas operam entre fronteiras a nível regional e sub-regional”, acrescentou o porta-voz, Stéphane Dujarric.

Responsáveis da SADC deverão ter uma reunião durante esta semana, para discutir o conflito e insurgência em Cabo Delgado e impacto na região.

O porta-voz do secretário-geral da ONU acrescentou que os ataques terroristas em Moçambique têm subido em “ousadia”: “A violência contra civis em Moçambique é verdadeiramente atroz, e foi condenada e precisa de ser condenada repetidamente”.

O presidente do órgão de Política, Defesa e Segurança da SADC, Mokgweetsi Masisi, manifestou a “profunda preocupação” com os “contínuos ataques terroristas em Cabo Delgado”, considerando-os “uma afronta à paz e segurança”, não só para Moçambique, mas também para a região e para a comunidade internacional com um todo.

Mokgweetsi Masisi, Presidente do Botswana, sublinhou também o compromisso da SADC em contribuir para os esforços para “obtenção de paz e segurança duradouras”, bem como “da reconciliação e do desenvolvimento em Moçambique”.

Um grupo armado realizou um ataque na vila de Palma em 24 de março, o que provocou um número indeterminado de mortos na ordem das dezenas e um grande fluxo de milhares de deslocados internos que tentam fugir à violência.

O Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) de Moçambique anunciou hoje que cerca de 30 mil pessoas que continuam escondidas no distrito de Palma precisam de apoio urgente para os próximos 30 dias.

Segundo o diretor da Área de Prevenção e Mitigação do INGD, César Tembe, o número de deslocados no norte e no centro do país ultrapassa as 722 mil pessoas desde 2017, quando a insurgência começou em Cabo Delgado.

Vários países têm oferecido apoio militar no terreno a Maputo para combater estes insurgentes, cujas ações já foram reivindicadas pelo autoproclamado Estado Islâmico, mas, até ao momento, ainda não existiu abertura por parte das autoridades moçambicanas para aceitar ajuda internacional.

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on pinterest
Share on email

Designed by nzaylakasesa,lda.