General Dino, António Mosquito e Danilo dos Santos no banquete de lixo

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on pinterest
Share on email

Uma parte das empresas vencedoras do concurso para a limpeza da cidade Luanda pertence a figuras que o governo de João Lourenço colocou na mira da sua cruzada contra a corrupção e a impunidade.

O jornal angolano, Expansão, cita o general Leopoldino do Nascimento “Dino”, o empresário António Mosquito, a ex-primeira dama de Angola, Ana Paula dos Santos e o seu filho, como estando directamente ou indirectamente ligados a algumas das seis empresas privadas, que foram seleccionadas pelo Governo provincial para limpar a cidade de Luanda.

O Presidente da República disponibilizou recentemente 34,8 mil milhões Kz para a contratação de empresas para até ao final do ano recolherem o lixo produzido na província.

O Expansão cita a empresa Er Sol, que tem entre os accionistas Danilo dos Santos, filho de José Eduardo dos Santos e de Ana Paula dos Santos e ainda Vanda Macedo, irmã da ex-primeira-dama de Angola.

Segundo o jornal, o accionista maioritário é a empresa SANUTO que, por sua vez, tem como accionista maioritário, António Carlos de Oliveira descrito como “o homem que esteve na constituição do grupo Cochan, que em 2014 cedeu a totalidade da sua participação (70%) nesse grupo ao general Dino”.

Oliveira, segundo o Expansão, foi também administrador não executivo da Nazaki Oil & Gas, que pertencia a Manuel Vicente e aos generais Kopelipa e Dino.

A empresa Bacatral – Sociedade de Transportes constituída em 2000 -, que é uma das vencedoras do concurso, é apontada pelo jornal como tendo o empresário António Mosquito como detentor de 75% das acções.

“Avisem o Presidente da República que as tais forças ligadas aos que mais delapidam o erário público, ganharam o concurso para a limpeza de Luanda” comentou, a propósito, o conhecido jornalista Graça Campos através da sua conta no Facebook.

O jornalista angolano lembrava o discurso de João Lourenço que, na abertura do Ano Judiciário, terça-feira, acusou “forças internas e externas” ligadas aos que delapidam o erário público de estarem a organizar “uma campanha” que visa denegrir e desacreditar a justiça e o Estado angolano.

Para o analista Elias Isaac, a volta à ribalta dessas figuras é indicativo de que “o banquete ainda não acabou porque o sistema que o protagonizou é o mesmo”.

Elias Isaac diz que tudo acontece porque“ os monopólios estão nas mãos dos marimbondos porque eles é que roubaram e têm o dinheiro, as empresas e o sistema”.

Este artigo foi originalmente postado pela Voz da América

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on pinterest
Share on email

Designed by nzaylakasesa,lda.