Pressão sobre ativos dos bancos em Angola vai continuar – Moody’s

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O analista da agência de rating Moody’s que segue os bancos em Angola considerou hoje à Lusa que a pressão sobre os ativos deverá continuar e que a principal questão é a qualidade dos ativos.

“A principal dificuldade para os três bancos que avaliamos em Angola é a qualidade dos ativos, o rácio de crédito mal parado e o nível de moeda estrangeira, embora neste último ponto tenha havido melhorias”, disse Peter Mushangwe.

Em entrevista à Lusa por videoconferência a partir de Londres, o analista disse que a Moody’s “espera uma contínua pressão sobre os bancos angolanos devido ao elevado risco dos ativos e a um nível de crédito mal parado acima dos 30%, o que precisa de ser melhorado.

Em Angola, a Moody’s atribui uma perspetiva de evolução estável a dois dos três bancos que avalia, colocando o Banco Económico em revisão para uma descida do rating devido aos atrasos no processo de capitalização.

“A revisão é resultado dos atrasos no processo de recapitalização”, disse Peter Mushangwe, apontando para os “fracos níveis de capital” como uma das fragilidades do banco.

“As dificuldades dos bancos em Angola remontam ao período da crise petrolífera de 2015, quando o preço do petróleo caiu para níveis sem precedentes”, acrescentou o analista.

Questionado sobre se espera que os quase 30 bancos em Angola convirjam num movimento de concentração, Peter Mushangwe disse que essa é uma tendência da região e salientou o papel do Governo nas fusões e aquisições.

“Na maioria dos países da África subsaariana há um grande número de bancos e há notícias de fusões e aquisições, em que bancos maiores são encorajados a ficar com os pequenos, é uma tendência da região e Angola não foge à regra”, afirmou, ressalvando que “a maioria das fusões e aquisições na África subsaariana é definida pelas autoridades, e tudo vai depender do que as autoridades angolanas vão querer fazer”.

Sobre a atuação do banco central, Peter Mushangwe considerou-a positiva, nomeadamente a revisão da qualidade dos ativos levada a cabo em 2019.

“A revisão da qualidade dos ativos foi positiva do ponto de vista do crédito porque identificou as fragilidades dos bancos e apontou quais os que precisavam de ser recapitalizados; no geral, diria que muitas das diretivas vindas do banco central foram positivas e ajudaram à estabilidade financeira” em Angola, concluiu o analista.

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