Falta de doações agrava situação de 4,4 milhões de refugiados na África oriental

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As Nações Unidas alertaram hoje para a grave situação em que 4,4 milhões de refugiados vivem na África oriental devido à falta de doações, o que obrigou alguns programas a reduzirem as rações alimentares para níveis mínimos.

“O que damos neste momento é o básico para uma pessoa sobreviver e ter de reduzir o que já não era suficiente é algo que nos parte o coração, mas somos forçados a fazer”, afirmou Tomson Phiri, porta-voz do Programa Alimentar Mundial (PAM), numa declaração conjunta com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).

Ambas as agências pediram 266 milhões de dólares (cerca de 220,5 milhões de euros) para acabar com os cortes nas rações alimentares para 72% dos refugiados que servem em 11 países da África oriental e do corno de África.

Isto está a levar ao aumento da desnutrição, anemia e crescimento retardado das crianças.

O caso mais grave é o Ruanda, que viu a sua assistência alimentar mensal aos refugiados ser reduzida em 60%, seguido pelo Uganda e Quénia (40%), Sul do Sudão (30%), Djibuti (23%) e Etiópia (16%).

A situação foi agravada pelas restrições impostas na sequência da pandemia de covid-19 que reduziram a quantidade de alimentos nos mercados dos campos de refugiados e as esperanças de muitas pessoas de enviarem o dinheiro ganho em pequenas empresas ou empregos temporários de volta para as suas famílias.

“A pandemia tem sido devastadora para todos, mas para os refugiados ainda mais”, disse a diretora regional do ACNUR para a África oriental, Clementine Nkweta-Salami.

“Os cortes nas rações alimentares estão a levar à utilização de estratégias negativas para obter alimentos básicos, tais como saltar refeições, endividamento, venda de bens ou trabalho infantil. Há desespero e um sentimento de não ter alternativa”, explicou.

Estas pessoas têm sofrido cortes de ração alimentar desde abril de 2020 e, se a situação continuar, serão forçadas a decidir entre permanecer em campos onde não há alimentos ou regressar aos seus locais de origem inseguros.

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