ONU considera situação de malnutrição em Tigray “muito crítica”

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A Organização das Nações Unidas (ONU) disse hoje que a região de Tigray, marcada pelos conflitos, está numa “situação muito crítica de malnutrição”, dado que várias zonas rurais para as quais muitas pessoas fugiram continuam sem ajuda.

Ethiopian refugees who fled Tigray region, queue to receive food aid within the Um-Rakoba camp in Al-Qadarif state, on the border, in Sudan December 11, 2020. REUTERS/Mohamed Nureldin Abdallah

A agência humanitária da ONU também afirmou, num novo relatório citado pela Associated Press (AP), que as forças de defesa da Etiópia continuam a ocupar um hospital na cidade de Abi Adi, “impedindo que até 500 mil pessoas acedam aos serviços de saúde”, numa região onde o sistema de saúde colapsou em grande escala, depois de saques e de fogo de artilharia.

As preocupações crescem acerca do destino das cerca de seis milhões de pessoas da região de Tigray, dado que os combates continuam intensos entre as forças etíopes e aliadas e as apoiantes dos líderes fugitivos do Tigray, que anteriormente dominavam o Governo da Etiópia, segundo a AP.

“As necessidades são tremendas, mas não podemos fingir que não vemos ou ouvimos o que se está a passar”, disse a presidente etíope Sahle-Work Zewde, numa declaração na sexta-feira, depois de visitar a capital de Tigray, Mekele.

Num dos comentários públicos mais francos até agora proferidos pelo Governo da Etiópia, a presidente assinalou os “atrasos significativos” de apoios “que continuam sem chegar às pessoas necessitadas”, refere a AP.

Na sexta-feira, as autoridades etípoes disseram que a ajuda humanitária chegou a 2,7 milhões de pessoas no Tigray, mas o relatório da ONU indica que a resposta atual é “drasticamente inadequada”, mesmo que tenha sido feito algum progresso.

O Governo da Etiópia nega a presença de soldados eritreus no Tigray, mas as autoridades interinas da região confirmaram a sua presença e acusaram-nas de saquear ajuda alimentar, de acordo com uma recente entrevista à rádio Voz da América.

A região tem sido palco de confrontos desde que o primeiro-ministro da Etiópia, Abiy Ahmed, lançou, em 04 de novembro, uma operação militar contra as forças da Frente Popular de Libertação do Tigray, que governava a região e que desafiou a autoridade federal durante vários meses.

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