Situação económica e financeira das empresas está a melhorar – BNA

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O inquérito sobre o impacto da covid-19 nas Pequenas e Médias Empresas (PMEs), realizado pelo Banco Nacional de Angola, referente ao mês de novembro de 2020, revela que a tendência de estabilização da situação económica e financeiras das Micro, Pequenas e Médias Empresas, tem vindo a crescer com o aumento do nível de faturação, aumento da proporção de empresas com uma situação financeira estável e a redução da proporção de empresas com possibilidade de encerrar a sua atividade.

De acordo com os dados do inquérito, em que participaram 452 empresas de todo o país, observou-se o aumento do número de trabalhadores por empresa. Em novembro de 2020 verificou-se uma média de 81 trabalhadores, contra 77 do mês anterior. O relatório realça que o aumento observado nos setores da indústria extrativa foi de (171 para 180) e da construção de (82 para 86).

Cerca de 65,0% das empresas inquiridas mantiveram-se parcialmente em funcionamento, 12,2% encontravam-se temporariamente encerradas e 22,6% mantiveram-se em funcionamento como antes da situação da covid-19. Por outro lado, apenas 0,2% das empresas declararam ter encerrado definitivamente as suas atividades, uma melhoria comparativamente ao mês anterior (0,7%).

Quanto as dívidas a receber e a pagar, 31,9% das empresas declararam que as dívidas dos seus clientes aumentaram, destacando-se o setor da educação (50%). Por outro lado, 28,1% das empresas consideraram que as contas a receber dos clientes, não sofreu grandes alterações, ou seja, mantiveram-se face ao mês anterior. Quanto às dívidas a pagar, 34,5% das empresas declararam um aumento das mesmas, com realce para os setores da captação, tratamento e distribuição de água e saneamento (50,0%), outras atividades de serviços (42,4%), transportes e armazenagem (40%) e atividades imobiliárias (40%).

Quanto ao nível médio de faturação das empresas, em novembro de 2020 registou-se um crescimento de 1,2%, contra 1,6% do inquérito anterior. Os aumentos mais expressivos ocorreram nos setores de atividade de saúde humana e ação social (19,0%), consultoria, científicas técnicas e similares (7,2%), indústria extrativa (6,8%) e indústria transformadora (4,6%). Por outro lado, alguns setores tiveram reduções no seu volume de negócio, nomeadamente, as atividades de informação e de comunicação (4,3%) e alojamento (3,5%).

Do ponto do vista de estabilidade financeira, o inquérito revela que a situação ainda é preocupante, visto que 74,8% das empresas (contra 77,8% da edição anterior) consideraram enfrentar dificuldades financeiras de vária ordem, com realce para a falta de liquidez (27,7%), ausência de encomendas/clientes (12,2%), salários em atraso (9,5%) e incumprimento de dívidas com fornecedores (7,1%). Por outro lado, cerca de 17,9% das empresas consideraram a sua situação financeira estável, com maior destaque para o setor da indústria extrativa (60,0%), indústria transformadora (28,0%) e saúde humana e ação social (26,7%).

Quanto as medidas de alívio económico para mitigar os efeitos da pandemia, cerca de 84,1% das empresas participantes ao inquérito declararam não terem recibo ainda nenhum apoio das autoridades e da banca, contra 86,5% da edição anterior. A burocracia é apontada com sendo o principal obstáculo para o acesso às medidas do alívio económico.

O inquérito revela ainda que 53,5% das empresas participantes ao inquérito, em novembro de 2020, reportaram ter recorrido ao teletrabalho, contra 56,4% da edição anterior. De entre os setores que mais recorreram ao teletrabalho, destacam-se os setores da educação, com 100% das empresas participantes, atividade administrativa e dos serviços de apoio (77,8%) e atividade de informação e de comunicação (66,7%), enquanto os que menos recorreu ao teletrabalho foi o setor de atividades artísticas, de espetáculos, desportivas e recreativas (25%).