UNITA condena “ato bárbaro perpetrado por agentes das forças de defesa e segurança”

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O Secretariado Executivo do Comité Permanente da UNITA condenou com veemência o ato que classificou como “bárbaro perpetrado por agentes das forças de defesa e segurança contra populações indefesas que procuravam apenas exprimir a sua vontade de ver os problemas das suas comunidades resolvidos, ou quanto menos, as autoridades prestarem atenção devida as populações”.

Em nota divulgada este sábado à imprensa, o maior partido da oposição angolana recorda que a constituição no seu artigo 47º, consagra o direito de Liberdade, de Reunião e de Manifestação, como direitos fundamentais e no artigo 59º, proíbe a pena de morte.

Segundo a nota, a UNITA “manifesta perplexidade pelo conteúdo do Comunicado emitido pelo Comando da Polícia Nacional na Lunda Norte, que prioriza a justificação do ato bárbaro com informações que a partida começam a ser desmentidas no terreno. É triste e de lamentar a falta de atitude humanista, que deveria caracterizar os agentes da autoridade do Estado nestas circunstâncias, pois é notório o comportamento de falta de comoção e de indignação que o comunicado revela”.

A UNITA condena igualmente na sua nota, o ato de um “agente da Polícia Nacional a torturar um ferido que se encontrava entre os mortos”, e apela Assembleia Nacional, “a criar com carácter de urgência, uma Comissão Parlamentar de Inquérito para ‘in loco’, constatar e esclarecer a opinião pública Nacional e Internacional sobre o ocorrido”.

Na nota, a UNITA “exige do Presidente da República a tomada de uma posição perante o ocorrido e apela a solidariedade dos angolanos, com vista a exigir-se do Estado a responsabilização dos autores morais e materiais deste crime hediondo” e “manifesta a sua profunda preocupação que em tempos de paz, atos contínuos de assassinatos ocorrerem sempre que haja qualquer manifestação de intenção de reunião ou de expressão pelos cidadãos”.

A UNITA recorda “aos angolanos, que estes atos são recorrentes, sempre que o país entra em períodos pré-eleitorais, o que denuncia, práticas que visam semear o medo no seio das populações, foi assim com o “monte sumi” e agora Cafunfo”.

O Secretariado Executivo do Comité Permanente concluiu o comunicado reafirmando “que a Democracia e a Paz são conquistas inalienáveis que não podem ser subvertidas, pelo que, exorta os cidadãos angolanos, a saber que é obrigação do Estado proteger e garantir os direitos fundamentais dos angolanos e não o contrário”.