Sábado sangrento na Lunda Norte

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A província da Lunda Norte e o resto do país viveu, este sábado, um dia para esquecer, 7 angolanos foram mortos e 28 outros ficaram feridos durante um suposto ato de rebelião que visava uma esquadra policial.

De acordo com o diretor do Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa da Polícia Nacional, comissário Orlando Bernardo, a rebelião aconteceu na madrugada deste sábado, quando os manifestantes do Movimento do Protetorado da Lunda Tchokwe dirigiram-se às instalações da esquadra policial de Cafunfu, para a sua ocupação, com a pretensão de aposição de uma bandeira pertencente ao movimento.

Segundo a Polícia Nacional, 300 elementos do movimento munidos de armas de fogo do tipo AKM, caçadeiras, ferros, paus, armas brancas e pequenos engenhos explosivos artesanais, tentaram invadir a referida esquadra e como consequência, 7 pessoas acabaram mortas e 28 ficaram feridas.

O Movimento do Protetorado da Lunda Tchokwe, por sua vez, conta uma versão diferente a do governo e acusa a polícia de ter cometido um “ato bárbaro e covarde” ao disparar sobre “cidadãos indefesos”.

Em declarações a Voz de América, o presidente do movimento protectorado da Lunda Tchokwe disse que a matança foi simplesmente “um ato bárbaro e covarde” porque, segundo Zecamutchima, citado pela VOA, “cumpriu-se com todas as formalidades que se impõe para uma manifestação ordeira e pacífica”.

“Os manifestantes foram atacados com rajadas de metralhadoras”, disse Zecamutchima à VOA.

Zecamutchima fala em “várias pessoas desaparecidas incluindo o Muanangana Mwacapenda Camulemba que sofreu destruição dos seus bens pelas forças de segurança”.

“Até as 16H30 de sábado, a policia nacional e FAA estavam a fazer operações de limpeza”, escreve a VOA.

Segundo a VOA, as vítimas mortais foram identificadas somo sendo Mukwenda Tomas Luwampishi, Zango Zeca Mwandjali, Julio Elias, Suwete, Diniz Simba, Joele Julinho Lázaro