Estado angolano poderá ficar com 75% da Unitel e tornar-se indiretamente acionista da NOS

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O Estado angolano poderá ficar com 75% das ações da Unitel e reforçar a sua posição de acionista maioritário, através da Sonangol, e por sua vez através da Unitel tornar-se indiretamente acionista da portuguesa NOS.

A empresária Isabel dos Santos foi esta terça-feira (26) condenada pelo Tribunal de Recurso de Paris a pagar uma indemnização no valor de 339,4 milhões de dólares à PT Ventures, detida integralmente pela Sonangol.

Na sexta-feira (22), o Jornal Expresso de Portugal avançou com uma notícia, citando uma fonte da Unitel, que a empresa angolana de telecomunicações tinha aberto um processo em Lisboa para ficar com 26,075% das ações que a empresária Isabel dos Santos tem na NOS.

Segundo a mesma fonte, as ações de Isabel dos Santos na NOS foram comprados com dinheiro emprestado pela Unitel e agora a operadora de telefonia móvel pretende chamar a si o controlo da participação que filha do antigo Presidente da República tem na NOS.

*Fim do império Isabel dos Santos*

Recorde-se que o governo angolano alega que a empresária Isabel dos Santos deve ao Estado angolano mais de 5 mil milhões de dólares e por conta disso, grande parte, senão todos os bens da empresária em Angola e todas as suas participações em empresas em Portugal, foram igualmente congeladas.

Se o governo conseguir provar perante a justiça em Angola e em Portugal que foi lesado no valor referido pela justiça angolana, Isabel dos Santos nunca mais vai recuperar os seus ativos, o que implica que o Estado ficara definitivamente com 75% da Unitel, 100% da Luandina, 100% da rede hipermercados Candando, 70% da Zap, 100% da Nova Cimangola, 51% do BFA e 37,5% no Banco BIC, pondo fim ao império de Isabel dos Santos.