Manifestantes saem à rua em Luanda, Lunda Norte, Lunda Sul e Moxico

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Mais de uma centena de cidadãos manifestou-se, este sábado, nas ruas de Luanda, Lunda Norte, Lunda Sul e Moxico, protestando a falta de melhoria das condições sociais no país.

Em Luanda, dezenas de jovens saíram à rua para exigir melhores condições de vida no bairro Ngola Kiluanje.

Exibindo cartazes com dizeres como “Exigimos saneamento básico”e “Trabalhem e não roubem”, marchavam em direção a administração distrital, mas foi dispersada pela polícia antes de chegar ao seu destino.

A manifestação foi convocada por um grupo denomina do Movimento Pensar Diferente, que exige água canalizada no distrito, reabilitação das vias de acesso e conclusão das obras de reabilitação do Hospital “Mãe Joana”, paralisados há cinco anos.

No leste do país, Lunda Norte, Lunda Sul e Moxico exigiram vias de acesso, a construção de uma centralidade no Luena e maior oferta de trabalho na região.

“Com esta manifestação, nós pretendemos chamar atenção a quem governa, nesse caso, o presidente de Angola, o senhor João Lourenço. Angola tem 18 províncias, se ele não sabe disso, estamos a fazer o favor de lhe informar. E não apenas 15. E dessas 18 fazem também parte a Lunda Norte, Sul e o Moxico”, disse Nelson Euclides, um dos organizadores dos protestos no leste do país, citado pela DW África. 

“Nós não temos vias de acesso. Não temos estradas em condições. Quem vai para o sul de Angola viaja normalmente para outras províncias vizinhas, porque as vias estão em boas condições, diferente de nós aqui. Por exemplo, para irmos ao Saurino e à Luanda temos muitas dificuldades”, lamenta Nelson Euclides.

As dificuldades vivem-se, sobretudo, no município de Xa Muteba, na província da Lunda Norte, à Saurimo, na Lunda Sul. Também do Kuango a Kafunfu, apesar de serem as principais zonas de exploração diamantífera. Ainda há problemas no Moxico, no interior da província. “Só para teres uma ideia, para sairmos do município do Moxico até a Leua, que dista a 68 quilómetros, são dificuldades enormes. Sem falar em outras zonas onde não há vias e a única alternativa é o comboio”, diz.”O próximo passo é continuarmos a lutar sem parar. Vamos resistir, não importa as dificuldades.”

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