Luanda chocada por mais um ensaio macabro com pedofilia à mistura

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Depois de termos fechado a sexta-feira (08) em grande, com o preço do Brent a atingir o valor mais alto em 11 meses, abrindo esperança de dias melhores para economia angolana, caso a OPEP consiga manter estável os preços do petróleo no mercado internacional, Luanda começou a semana com uma história macabra que marcou o resto da semana.

Na terça-feira começaram a surgir nas redes sociais, imagens e áudio de um indivíduo de 55 anos que tivera sido esfaqueado numa hospedaria por uma menor, de 17 anos, supostamente sua namorada.

Os dados revelam que Jacinto Keta Macanga, cidadão de 55 anos, que inicialmente estava a ser referido com um general das FAA, facto posteriormente desmentido, foi esfaqueado, na segunda-feira (11), pela sua suposta namorada, de 17 anos, no interior de uma hospedaria no município de Viana.

Segundo o Jornal de Angola, a jovem desferiu 28 golpes com faca ao homem.

O homem foi socorrido pelo pessoal da hospedaria e transportado para o hospital do Capalanga, Viana, onde foi submetido a uma operação cirúrgica, durante a operação o homem teve de ser reanimado duas vezes, o homem foi atingido no coração e no pulmão, segundo revelou o diário.

Jacinto Keta Macanga encontra-se neste momento hospitalizado, entubado e sob ventilação mecânica.

Em sua defesa, adolescente que não foi identificada, alega que Jacinto Keta Macanga a violava, a intimidava e ameaçava fazer mal a sua família.

“Como já não aguentava, levei uma faca e um martelo, e quando ele se preparava para fazer coito, surpreendi-lhe com os meios contundentes e começamos a lutar”, contou ao Jornal de Angola a adolescente de 17 anos.

Os gritos de socorro alertaram o pessoal da hospedaria ‘Pátio de Viana’, que conseguiu neutralizar a adolescente.

A jovem encontra-se já detida.

*Vídeo na internet*

No vídeo que surgiu na internet e nas redes sociais, Jacinto Keta Macanga, que recordamos tem 55 anos de idade, diz não ter nenhum tipo de relação amorosa com adolescente em causa e que apenas foi com ela à pensão porque a adolescente supostamente o tinha prometido um presente.

O estranho é que no vídeo que surgiu nas redes sociais, Jacinto estava de boxer short, ou seja, de cuecas, pronto para o coito como revelou a jovem.

Portanto, faz todo sentido que Jacinto tente ofuscar a razão da sua presença naquele lugar com uma menor de idade. Pois, sendo verdade que ambos estavam envolvidos sexualmente, independentemente de haver ou não consentimento, Jacinto pode ser condenado a uma pena de prisão de 8 a 12 anos, por abuso sexual de criança. Sem contar os embaraços que isso representa para a sua família.

  • Fenómeno “catorzinha” ou “manga de 10”

O abuso sexual de menores é uma prática quase normalizada em Angola. È frequente ouvir-se histórias de adultos que aliciam menor de idades com bens materiais ou monetários em troca de favores sexuais.

Os termos “catorzinha” ou “manga de 10”, são expressões que de certa forma normalizaram essa prática que devia ser veementemente repudiada por todos.

Felizmente, o novo Código Penal que já foi aprovado pela Assembleia Nacional, mas não foi promulgado por reserva do Presidente da República que solicitou a sua reapreciação nos termos do nº2, do artigo 124 da CRA, prevê agravamento das penas em caso de abuso sexual de menores de 14, com vista a combater o fenómeno das “catorzinhas ou “mangas de 10”.

O novo Código Penal oferece proteção a estas meninas contra qualquer abuso sexual ou aproveitamento, mediante aliciamentos.

O novo regime penal estatui ainda o abuso sexual de menores de 16 anos, com vista a protegê-las de situações de vulnerabilidade, como referido neste caso.

As opiniões sobre os fatores que estão na base deste fenómeno são várias.

A pobreza, a desestruturação familiar, a falta de acompanhamento, a falta de supervisão são todos fatores que jogam um papel importante no surgimento fenómeno, mas não são determinantes porque mesmo em famílias económica e socialmente bem-estruturadas regista-se esse fenómeno.

O problema é que se ignorou este fenómeno por muito tempo, como consequência, as pessoas normalizaram o anormal. Os adultos provavelmente o fazem por causa do poder e para se sentirem mais vigorizados. Os menores, muitos são forçados por pessoas próximas, mas muitos outros, fazem-no por opção própria, seja para escapar a pobreza ou simplesmente ostentar o que não podem pagar.

Todavia, precisamos investigar mais para encontrar soluções eficazes.

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