Conflito em Tigray deixa milhões sem cuidados médicos essenciais

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on pinterest
Share on email

Entre três e quatro milhões de pessoas não têm acesso a serviços médicos essenciais na zona central da região de Tigray, na Etiópia, em resultado do conflito que opõe as autoridades locais ao governo federal, estimou hoje a organização Médicos Sem Fronteiras (MSF).

Conflito em Tigray deixa milhões sem cuidados médicos essenciais

Em comunicado, os MSF adiantam que em várias zonas da região, as “estruturas de saúde têm falta de fornecimentos essenciais, como medicamentos, oxigénio e alimentos para os doentes”.

A organização explica que, em muitos locais visitados, “o abastecimento de eletricidade é cortado, o fornecimento de água não funciona, as redes de telecomunicações estão em baixo, os bancos estão fechados e muitas pessoas têm medo de regressar aos seus locais de origem devido à constante insegurança”.

Desde o início dos combates, em novembro, cerca de 55.000 pessoas atravessaram para o Sudão a partir desta região, que faz fronteira com aquele país e com a Eritreia, e muitas outras foram deslocadas internamente.

Cerca de 2,3 milhões de pessoas necessitam urgentemente de assistência humanitária na região, de acordo com o último relatório da Agência das Nações Unidas para a Coordenação dos Assuntos Humanitários (OCHA), dos quais cerca de 950.000 já se encontravam refugiados.

Embora o Governo etíope tenha assinado, a 09 de dezembro, um acordo com as Nações Unidas para acesso dos trabalhadores humanitários à região de Tigray, após um mês de proibição, este “continua restrito devido à violência e aos obstáculos burocráticos”, aponta o relatório da OCHA.

A 28 de novembro, após a tomada do controlo militar da capital regional Mekele pelas tropas federais, o primeiro-ministro etíope, Abiy Ahmed, anunciou o fim da ofensiva armada contra a região, o que a ONU nega.

O conflito começou a 04 de novembro depois de o governo ter decidido lançar uma operação militar contra a Frente de Libertação do Povo do Tigray (TPLF) – o partido que governa a região – alegadamente em retaliação a um ataque das forças regionais contra uma base do exército federal naquele território.

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on pinterest
Share on email

Designed by nzaylakasesa,lda.