Diplomata iraniano é julgado na Bélgica por planear ataque na França

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on pinterest
Share on email

Um diplomata iraniano, acusado de organizar um atentado que foi abortado e que tinha como alvo uma manifestação de opositores iranianos na França em 2018, começa a ser julgado, nesta sexta-feira (27), por um tribunal em Antuérpia, na Bélgica, num processo que alimentou tensões com Teerão.

Assadollah Assadi, de 48 anos, recusou-se a comparecer à audiência, alegando que “deveria gozar de imunidade diplomática e que o tribunal não tem autorização para julgá-lo”, afirma seu advogado, Dimitri de Béco, que o representará durante todo processo.

No momento dos fatos, o diplomata iraniano trabalhava na embaixada de seu país em Viena.

Neste processo, ele é considerado “um agente dos serviços de Inteligência” e, se for considerado culpado das acusações, pode ser condenado a 20 anos de prisão.

Junto com ele, estão sendo julgados outros três supostos cúmplices: um casal belga de origem iraniana residente em Antuérpia, que foi preso horas antes do ataque ao território belga transportando meio quilo de explosivos e um detonador no seu veículo; e outro suposto cúmplice, um iraniano exilado na Bélgica.

Os três também podem ser condenados a 20 anos de prisão. Todos são acusados de “tentativa de homicídio de caráter terrorista”.

Assadi foi preso numa viagem à Alemanha, onde não tinha imunidade diplomática.

Em junho de 2018, as autoridades belgas anunciaram que haviam frustrado uma operação de contrabando de explosivos para a França, a qual tinha como objetivo atacar uma reunião de um movimento da oposição iraniana no exílio.

Em 30 de junho daquele mesmo ano, a coalizão de oposição Conselho Nacional de Resistência no Irão (CNRI) organizou uma manifestação na cidade de Villepinte, nos arredores de Paris.

O evento contou com a presença, entre outros, da ex-candidata presidencial colombiana Ingrid Betancourt e de várias personalidades americanas e britânicas. Ingrid foi mantida refém, durante seis anos, pelos guerrilheiros das então Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

Posteriormente, o governo francês acusou os serviços de Inteligência iranianos de estarem por trás da preparação deste ataque, algo que a República Islâmica sempre negou.

O julgamento de Antuérpia começa um dia depois da troca de prisioneiros que permitiu a soltura de três iranianos presos na Tailândia, assim como de uma pesquisadora anglo-australiana há dois anos presa, acusada de espionagem por Teerão.

O processo também coincide com a esperança das autoridades iranianas de que a saída de Donald Trump da Casa Branca abra uma nova página em suas relações internacionais.

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on pinterest
Share on email

Designed by nzaylakasesa,lda.