Maior hospital moçambicano queixa-se de “enorme sobrecarga”

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O Hospital Central de Maputo (HCM), a maior unidade de saúde de Moçambique, queixa-se de uma “enorme sobrecarga” devido à covid-19, e uma fonte oficial disse hoje serem “necessários mais profissionais de saúde”.

“A covid-19 implicou muita reinvenção e renovação na forma como estamos a trabalhar e também, com certeza, uma enorme sobrecarga para os profissionais de saúde e enorme utilização dos recursos que são postos à nossa disposição”, declarou Mouzinho Saíde, diretor-geral do HCM.

O responsável falava à margem do primeiro Conselho Geral da unidade hospitalar, em Maputo, para analisar o desempenho da instituição e perspetives para o futuro.

Segundo Mouzinho Saíde, o novo coronavírus obrigou o HCM a “redobrar” esforços para a criação de serviços adequados à pandemia, reforçar equipas e melhorar infraestruturas.

O dirigente considerou que tudo foi multiplicado “várias vezes”: a frequência de utilização de aparelhos, o uso de equipamentos de proteção individual ou a procura por outro tipo de recursos.

Além da covid-19, o HCM apontou ainda a falta de recursos humanos e deficientes infraestruturas como desafios prementes, e restrições no orçamento como um fator que contribui para a falta de profissionais de saúde.

“Os recursos humanos ainda carecem de melhoria: há necessidade de ter mais médicos e enfermeiros, por exemplo. A ambição existe, mas o orçamento também é restrito. Mesmo que a gente faça o nosso plano, este não será aprovado a 100% porque há essa restrição orçamental”, afirmou Nico Bernardo, chefe do departamento central de Planificação e Estatística do HCM.

“Existem várias especialidades que só tem um médico” para atender todos os pacientes, lamentou.

O novo coronavírus infetou, desde o anúncio do primeiro caso, em 22 de março, um total de 15.467 pessoas, das quais 128 morreram e 13.520 (87%) são dadas como recuperadas em Moçambique.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.422.951 mortos resultantes de mais de 60,4 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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