Angola regista 159 mortes por Covid-19

Angola regista 159 mortes por Covid-19

Cento e 59 pessoas, das 265 que perderam a vida, tiveram a Covid-19 como a principal causa da morte, representando 60 por cento dos óbitos registados pelas autoridades sanitárias angolanas, desde o registo dos dois primeiros casos positivos em Angola, em Março último.

Segundo a ministra da Saúde, que falava esta sexta-feira em conferência de imprensa sobre actualização das medidas de prevenção e combate à pandemia no país, 106 pessoas morreram por Covid-19 (a causa da morte foram outras doenças, mas testaram positivo ao novo coronavírus), representando uma taxa de 40 por cento de óbito.

Por esta razão, a ministra apela os cidadãos com outras comorbidades (doenças) a cumprirem rigorosamente com a medicação recomendada pelo especialista de saúde, para evitar o agravamento do quadro clínico, caso sejam infectados pela Covid-19.

Face ao aumento do número de casos no país, Sílvia Lutucuta alerta ainda os cidadãos a cumprirem com as medidas de prevenção, com vista a cortar a cadeia de transmissão do vírus.

Na ocasião, deu a conhecer que o país conta com mais de mil ventiladores, entre invasivos e não invasivos, para atender eventuais casos graves, mas apela as pessoas a evitarem a infecção, para “não serem conectados ao ventilador, por ser a última alternativa para a possível recuperação do doente”, que tem menos de 10% de chance de sobreviver.

“O doente é conectado ao ventilador numa situação de desespero, visando tentar salvar a vida, mas os resultados não têm sido animadores”, alertou.

Com a subida do número de casos positivos no país, o Governo e as autoridades sanitárias angolanas foram “forçados” a agravar as medidas de prevenção, através do novo Decreto Presidencial que começa a vigorar este sábado (dia 24 de Outubro) até 22 de Novembro próximo, com vista a cortar a cadeia de transmissão do vírus Sars-Cov-2 em Angola.

Com este documento, a retoma das aulas presencial no ensino primário, que estava marcada para o próximo dia 26 deste mês (segunda-feira), está cancelada, dependendo sempre da evolução epidemiológica do país.

Entre as novas medidas contidas nesse decreto, destaca-se também a redução dos dias de vendas nos mercados e venda ambulante, que voltam a ser praticadas três dias por semana (terça, quinta-feira e sábado), no horário das 6h00 às 15 horas.

Os restaurantes e similares passam a funcionar apenas até as 16 horas, para o atendimento presencial, e até as 22 horas para os serviços de take away.

Cada cerimónia fúnebre, cuja causa da morte não é covid-19, passa a contar apenas com a presença de 10 pessoas, enquanto se for por covid-19 o número de pessoas reduz para cinco.

Fonte: Angop

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