Kiluanji Kia Henda e Roberto Winter na programação das Galerias Municipais de Lisboa

Kiluanji Kia Henda e Roberto Winter na programação das Galerias Municipais de Lisboa

O angolano Kiluanji Kia Henda e o brasileiro Roberto Winter estão entre os artistas que apresentarão exposições nas Galerias Municipais de Lisboa até abril de 2021, de acordo com a programação deste conjunto de espaços culturais da capital. 

“Something Happened on the Way to Heaven”, de Kiluanji Kia Henda, é o título da exposição que vai inaugurar a 03 de novembro na Galeria da Avenida da Índia, de acordo com a programação delineada pelo diretor das galerias, Tobi Maier, enviada à Lusa.

A mostra resulta da pesquisa do artista angolano na Sardenha, organizada pelo Contemporary Art Museum, em Nuoro, em parceria com a Sardegna Film Commission, a fim de aprofundar o conhecimento do artista desta ilha do Mediterrâneo. 

O projeto de Kiluanji Kia Henda, adaptado em colaboração com o curador Luigi Fassi para a exposição em Lisboa, é uma observação do mundo mediterrâneo da Sardenha, interpretado como um paraíso que também implica a presença de seu oposto. 

A criação contará com novos trabalhos concebidos pelo artista para a exposição, bem como uma série de trabalhos anteriores, construindo um diálogo entre eles.

Kiluanji Kia Henda foi o vencedor de um concurso realizado pela Câmara Municipal de Lisboa para a criação de um Memorial de Homenagem às Pessoas Escravizadas, a instalar no Campo das Cebolas, com uma plantação de 540 canas de açúcar em alumínio negro, representando o sofrimento provocado por uma economia esclavagista.

Até 01 de novembro, a Galeria da Boavista apresenta “Corpo radial”, a exposição individual de Mariana Caló e Francisco Queimadela, e posteriormente, o artista multimédia brasileiro Roberto Winter apresentará “Mínimo global”, que visa debater as ligações intrínsecas entre redes sociais e política.

“As esculturas e filmes de Roberto Winter examinam a nossa capacidade de distinguir entre ficção e realidade e suportar consequências trazidas à nossa existência psicológica e corporal por meio de interações no domínio digital”, segundo a descrição da programação.

Esta exposição será seguida pelo “Cemitério das Âncoras”, com lançamento de um novo filme produzido por Nuno Barroso e Veronika Spierenburg, dois criadores que têm vindo a investigar a história da indústria pesqueira em Portugal.

Aproximando-se o 50.º aniversário da construção e inauguração do Complexo dos Coruchéus e da Galeria Quadrum, as Galerias Municipais vão comemorar a arquitetura e o legado histórico desta galeria, em Alvalade, com novos trabalhos de Thierry Simões & Ramiro Guerreiro, na exposição “Falso Sol Falsos Olhos” de Elisa Pône, assim como “Colunas de Ar”, de Dalila Gonçalves, uma paisagem composta por várias centenas de animais de barro que vão “invadir” a arquitetura da galeria.

Ainda na Galeria da Avenida da Índia, será apresentada a exposição coletiva “Arranjo típico de um desvio temporário”, de João Vasco Paiva, com novos trabalhos, bem como peças produzidas durante uma década de carreira do artista em Hong Kong, e que estendeu um convite aos seus pares da Ásia.

O Pavilhão Branco apresentará a exposição individual “Objetos em eterno colapso”, com novo trabalho do artista lisboeta João Ferro Martins, que irá concluir a série de projetos baseados no som atualmente em curso nesta galeria. 

Será seguida de uma exposição coletiva introduzindo o legado histórico e a prática contemporânea dos artistas que trabalham com têxteis, costura, bordado e tecelagem em diversas formas e modos.

Em 2021, a organização prevê a reabertura do Torreão Nascente da Cordoaria Nacional, atualmente encerrado para obras de remodelação.

Para que os visitantes possam acompanhar as atividades das Galerias Municipais, foi criado um novo sítio ´online´ bilingue, com a rubrica “Jornal”, onde são colocados conteúdos sobre as exposições, material de arquivo, conversas, ensaios inéditos e contribuições artísticas multidisciplinares.

Fonte: Lusa

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