Huíla com défice no abastecimento de energia

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Com o surgimento de novos bairros nos municípios do Lubango, Matala, Chibia e Quipungo, na Huíla, a Empresa Nacional de Distribuição de Electricidade (ENDE) está com um défice de 20 megawatts, que dura já quatro meses, mas que se intensificou em Setembro.

A necessidade de levar energia eléctrica para esses bairros e a falta de água na albufeira da barragem da Matala reduziu de 80 para 60 megawatts a potência de energia eléctrica gerada para a província, forçando a apertadas restrições de quatro horas em dias alternados.

A informação foi avançada hoje, quinta-feira, no Lubango, pelo director da ENDE, Lauro Fortunato, declarando que o défice acontece na medida que as redes vão se expandindo com o aparecimento de novas zonas que estão a ser electrificadas, como a Tchavola, Kwawa, Cristo Rei, zonas A, E e H do Nambambe e Mukanka (Lubango), Muquequete e Muvale (Matala) e Mavinga (Quipungo).

Disse que essa é a razão pela qual se tem verificado restrições selectivas, distribuindo energia intercalada, de forma a não prejudicar ninguém, mas existem zonas consideradas de carga essencial, que têm de ter energia todos os dias, como hospitais e centros emissores de comunicações.

Informou que no momento a necessidade da província é 120 mw, mas estão com uma capacidade que caiu de 80 para 60.

Avançou que alguns momentos têm verificado um nível baixo no caudal da albufeira da sua principal fonte de abastecimento, a barragem da Matala, sendo que algumas vezes apresenta limitações na geração, funcionado durante o dia com apenas uma máquina e um grupo gerador, que no período da noite tem de ser compensada.

“Há necessidade de retirar-se uma máquina para poder melhorar os níveis de água da albufeira e quando isso acontece agudiza-se mais a situação das restrições e é ai que a população sente mais impacto. Actualmente temos estado a restringir mais por conta dos níveis baixos da albufeira”, reafirmou.

A ENDE na Huíla conta com um universo de 86 mil e 600 clientes, 26 mil e 699 dos quais possuem contadores nos municípios do Lubango, Matala, Quipungo, Humpata e Chibia.

A problemática da produção de energia eléctrica na Huíla é crónica, data de há mais de 20 anos, sendo que a principal fonte é a barragem da Matala, mas conta com duas centrais térmicas, a da Arimba, no Lubango, e a do Chitoto, no Namibe, província que também recebe energia da Huíla.

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