EUA elogia ‘histórico’ acordo sobre disputa fronteiriça Israel-Líbano

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O governo americano celebrou o acordo “histórico” anunciado entre Líbano e Israel, nesta quinta-feira (1o), o qual possibilitará o início de um diálogo sobre suas disputadas fronteiras marítimas.

“Este acordo histórico entre as duas partes foi negociado pelos Estados Unidos e é resultado de quase três anos de intenso compromisso diplomático” dos embaixadores americanos, destacou o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, num comunicado.

“O anúncio de hoje é um passo vital que serve aos interesses do Líbano e de Israel, da região e dos Estados Unidos”, acrescentou, afirmando que ambos os países pediram que os Estados Unidos participassem como “mediador e facilitador”.

Pompeo disse que espera que as conversas sobre os limites marítimos comecem “em breve”.

As negociações devem acontecer em Naqoura, uma localidade costeira do sul do Líbano, sob a bandeira das Nações Unidas, e serão acolhidas pelo pessoal do Escritório do Coordenador Especial da ONU para o Líbano (UNSCOL).

O presidente do Parlamento libanês, Nabih Berri, anunciou o acordo nesta quinta, com o objetivo de iniciar conversas “sob a égide” da ONU.

“Os Estados Unidos foram convocados por ambas as partes, Israel e Líbano, a desempenhar o papel de mediador e de facilitador para a delimitação das fronteiras marítimas e estão prontos para isso”, acrescentou.

Em relação à fronteira terrestre, Pompeo afirmou que os EUA esperam que haja “conversas em separado, em nível de especialistas, para definir os problemas não resolvidos relacionados com a Linha Azul”. Este marco separa estes dois países tecnicamente em guerra.

Estas discussões seriam “outro passo positivo para a estabilidade regional”, completou.

Não se anunciou uma data para o início das negociações, nem foram divulgados detalhes das modalidades das conversas.

Em 2018, o Líbano assinou um contrato para a perfuração de petróleo e gás em suas águas territoriais, numa área disputada por seu vizinho do sul, Israel. Em maio de 2019, o governo israelita anunciou que concordava com o início de um diálogo mediado pelos EUA para resolver o conflito sobre suas fronteiras marítimas.

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