PR francês encontra-se terça-feira em Vilnius com a opositora Tikhanovskaya

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O Presidente francês, Emmanuel Macron, vai encontrar-se na terça-feira em Vilnius com a opositora bielorrussa Svetlana Tikhanovskaya, anunciou hoje o Eliseu.

O dirigente francês, que apelou ao Presidente bielorrusso, Alexander Lukashenko, apoiado por Moscovo, para abandonar o poder, será o primeiro dirigente internacional a encontrar-se com a líder da oposição bielorrussa, que se encontra exilada em Vilnius, capital da vizinha Lituânia.

A líder da oposição bielorrussa, Svetlana Tikhanovskaya, apelara já hoje ao Presidente francês para que seja o mediador na crise da Bielorrússia, manifestando o desejo de se encontrar com Macron durante a visita deste à Lituânia, prevista para hoje e terça-feira.

A opositora encontra-se na Lituânia desde 11 de agosto, dois dias após as eleições presidenciais na Bielorrússia.

“Precisamos urgentemente de mediação para evitar que mais sangue seja derramado. Macron pode ser esse mediador e pode influenciar Putin, com quem tem boas relações”, disse hoje Svetlana Tikhanovskaya.

“Sabe-se que Macron e a França mediaram em muitos outros casos. Claro que preferiríamos resolver este problema nós mesmos, mas vemos que as atrocidades continuam, que o povo bielorrusso está a sofrer e que as autoridades não iniciam um diálogo”, acrescentou Tikhanovskaya.

“Macron é um dos líderes mais poderosos da Europa e do mundo e poderia ser pelo menos um dos mediadores”, reafirmou a opositora, após a sugestão que emitiu sobre um encontro com o chefe do Eliseu, entretanto confirmado.

No domingo, na véspera da sua partida para Vilnius, o Presidente francês pediu claramente a saída do chefe de Estado bielorrusso, Alexander Lukashenko, cuja eleição não foi reconhecia peça União Europeia (UE) e Estados Unidos, que consideram os resultados fraudulentos.

“Lukashenko deve sair”, disse Macron numa entrevista, saudando a coragem dos manifestantes bielorrussos que novamente marcharam aos milhares no domingo contra o regime.

A opositora bielorrussa disse estar “muito satisfeita” com a declaração, mas agora espera um apoio concreto da França e da Europa.

Svetlana Tikhanovskaya candidatou-se à eleição presidencial de 09 de agosto após a prisão do marido, um candidato também da oposição.

A mulher, de 38 anos, permanece muito discreta sobre as circunstâncias em que deixou a Bielorrússia em 11 de agosto.

“Tudo o que posso dizer é que fui à Comissão Eleitoral às 15:00 e, às 03:00 da manhã (do dia seguinte), eu já estava a cruzar a fronteira com a Lituânia. A minha saída, obviamente, não foi voluntária”, disse, sem fornecer mais detalhes.

A Comissão Eleitoral Central aprovou a vitória de Lukashenko, com 80,1% dos votos, face aos 10% da sua maior opositora, Svetlana Tikanovskaya, que considera o sufrágio fraudulento.

Apesar dos fortes protestos com centenas de milhares de pessoas, que acontecem todas as semanas desde 09 de agosto e da posição internacional, Alexander Lukashenko tomou posse na semana passada.

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