Combater fuga de capitais garante metade da verba necessária em África

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A organização das Nações Unidas para o comércio estimou hoje que o continente africano podia garantir quase metade dos 200 mil milhões de dólares que precisa para enfrentar a pandemia se conseguisse eliminar a fuga de capitais.

“Combater a fuga de capitais e os fluxos financeiros ilícitos em África podia gerar novos fundos para responder à crise de covid-19 no continente”, lê-se no relatório sobre o Desenvolvimento Económico em África 2020, hoje lançado pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD).

“Os países africanos precisam de angariar pelo menos 200 mil milhões de dólares [171 mil milhões de euros] para lidar com os custos socioeconómicos da pandemia de covid-19, para além dos gastos de emergência em saúde”, lê-se no relatório, que dá conta que “88,6 mil milhões de dólares [76 mil milhões de euros] saem do continente todos os anos na forma de fuga ilícita de capitais, que representa riqueza que sai e fica fora do continente”.

Para os peritos das Nações Unidas, “manter estes fundos no continente pode robustecer a resposta à covid-19 e construir a resiliência das economias africanas no futuro”.

No relatório, elogia-se que em Angola, “em 2004 e 2012, no seguimento de investigações criminais sobre corrupção e lavagem de dinheiro em Angola, este país africano e a Suíça alocaram os fundos recuperados à construção de um hospital, infraestruturas, fornecimento de água e construção de competências para a reintegração das pessoas deslocadas”.

África registou mais 141 mortos devido à covid-19 nas últimas 24 horas, subindo para 35.440, e quase mais dez mil casos, para um total de 1.459.714 infetados, segundo os dados mais recentes sobre a pandemia no continente.

De acordo com o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (África CDC), nas últimas 24 horas houve nos 55 Estados-membros da organização mais 9.666 casos da doença e 5.840 recuperados, para um total de 1.205.671.

O primeiro caso de covid-19 em África surgiu no Egito, em 14 de fevereiro, e a Nigéria foi o primeiro país da África subsaariana a registar casos de infeção, em 28 de fevereiro.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de um milhão de mortos e mais de 33 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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