Primeiro-ministro do Canadá pede união às nações para enfrentar mundo em crise

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on pinterest
Share on email

O primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, disse hoje nas Nações Unidas que, com o mundo em crise e o sistema internacional falido, os países devem agir juntos para enfrentar os problemas e sem esperar por ações das grandes potências.

“Temos de nos lembrar que estamos todos juntos nisto. Em vez de cruzar os braços e esperar que as grandes potências resolvam [os problemas], devemos olhar para o que podemos alcançar para fazer a diferença juntos”, sublinhou Justin Trudeau durante o discurso na ONU.

O governante vê um presente sombrio e antecipa um futuro ainda pior se a comunidade internacional não agir, noticia a agência EFE.

O canadiano realçou que “o mundo está em crise”, mas lembrou que não é apenas nos últimos meses e por causa da pandemia de covid-19, mas nas duas últimas décadas e por “culpa própria”.

“Temos de admitir onde estamos. O sistema está avariado, o mundo está em crise e as coisas estão prestes a piorar, a não ser que mudemos”, sublinhou.

Para Trudeau, as instituições criadas após as guerras mundiais, como as Nações Unidas, o Banco Mundial ou o Fundo Monetário Internacional, não funcionam nesta altura “suficientemente bem” para defender o multilateralismo, os direitos humanos ou o mercado livre.

O governante canadiano vincou também que não está a ser feito o suficiente para eliminar “injustiças sistemáticas” como o racismo contra os negros ou indígenas, a homofobia ou o sexismo.

“Estamos parados. A abordagem internacional em que confiamos desde a segunda metade do século XX foi baseada no pressuposto de que os países trabalhariam juntos. E agora esses mesmos países estão a olhar para dentro e estão divididos”, afirmou o político, considerando que a pandemia expôs os problemas.

Justin Trudeau alertou ainda para a crise climática e a “incapacidade coletiva nas últimas décadas para tomar decisões difíceis e fazer os sacrifícios necessários para combater as mudanças climáticas e salvar as gerações futuras”.

“Precisamos de uma nova forma de pensar sobre a desigualdade climática e a saúde, porque a maneira como estamos a fazer as coisas não está a funcionar bem”, apontou.

Por fim, lamentou a postura dos países face aos que ignoram o direito internacional, que usam a Internet para tentar desestabilizar democracias ou que violam as liberdades fundamentais dos cidadãos e, mesmo assim, enfrentam poucas consequências.

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on pinterest
Share on email

Designed by nzaylakasesa,lda.