CEAST divulga resultados da monitoria ao sector da saúde

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A malária, VIH/Sida, tuberculose, malnutrição e doenças tropicais negligenciadas são apontadas como as patologias mais frequentes nas províncias de Luanda e Bengo, segundo o relatório sobre monitoria ao sector da saúde realizado pela Comissão Episcopal de Justiça e Paz e Migrações da CEAST em 2019.

O documento apresentado hoje, quinta-feira, em Caxito, refere que a malária, com 80,73 por cento, a  liderar a lista na província do Bengo, seguida da febre tifóide (6,86%) e das infecções de transmissão sexual (6,58%).

A malária é também a maior causa de morte no Bengo no período em que foi realizado o estudo, sendo que em 2017 registou 400 mortes e em 2018 reduziu para 283.

A segunda causa de morte é a tuberculose que registou 23 mortos em 2018, um aumento significativo comparativamente a 2017 em que foram notificados três mortes pela doença.

O documento refere ainda que, apesar de existirem nas províncias do Bengo e Luanda unidades sanitárias em boas condições, uma maior atenção por parte das autoridades competentes deve ser prestada para permitir melhor assistência médica e medicamentosa às comunidades.

Por exemplo no Bengo, 50 por cento dos utentes percorre até 50 quilómetros para ter acesso as unidades sanitárias, quando a Organização Mundial da Saúde estima que a distância máxima deve ser até 10 quilómetros.

Durante os trabalhos de monitoria ao sector da saúde foram monitoradas 45 unidades sanitárias, sendo 37 na província de Luanda e oito no Bengo, abrangendo 12 municípios dos quais oito (Luanda) e quatro (Bengo).

Sobre a qualidade das infra-estruturas, o relatório refere que das 45 unidades sanitárias, 54,5 por cento encontram-se em situação regular, 43,5 por cento em bom estado e apenas uma em má conservação (centro de saúde do Piri).

Relativamente aos serviços oferecidos, o documento ressalta que a província de Luanda, conta com mil e 546 camas e Bengo com 370, registando a escassez de blocos operatórios, apenas oito (Luanda) e dois (Bengo) enquanto a malária, Vih/Sida, tuberculose, malnutrição e doenças tropicais negligenciadas as patologias mais frequentes nas duas províncias.

Na apresentação, o Bispo da Diocese de Caxito, Dom Maurício Agostinho Camuto, pediu ao Executivo para rever o orçamento disponibilizado ao sector da saúde, de forma a melhorar o serviço prestado.

De acordo com o prelado, o Ministério da Saúde deve distribuir meios técnicos e materiais hospitalares e quadros nas diversas unidades sanitárias para que os pacientes sejam tratados com dignidade, compaixão, amor e humanização.

O secretário-geral da Comissão Episcopal da Justiça, Paz e Migrações, padre Celestino Epalanga, disse que os aspectos que mais preocuparam, durante a realização do relatório, foram a hesitação que encontraram por parte de alguns gestores hospitalares, no fornecimento de dados.

Segundo Celestino Epalanga durante a recolha de dados verificou-se aglomerado de pessoas em unidades sanitárias, insuficiência de técnicos de saúde, bem como condições degradadas de infra-estruturas, que influencia negativamente, na qualidade da prestação de serviços de saúde às populações.

Recomendou ao Ministério da saúde e os governos provinciais do Bengo e Luanda a melhoria do acesso à informação e a transparência da gestão dos recursos, colocando à disposição dos cidadãos as informações úteis sobre as unidades sanitárias sob sua gestão, assim como continuar com a implementação dos programas de municipalização dos serviços e de humanização dos serviços de saúde.

Por sua vez, o vice-governador do Bengo, para o sector político, económico e social, José Francisco Bartolomeu Pedro, disse que o documento ajudará o governo da província a trabalhar na melhoria das infra-estruturas para garantir maior qualidade do serviço prestado às populações.

O relatório da Comissão Episcopal de Justiça e Paz e Migrações da CEAST contribuirá para um maior conhecimento sobre a realidade da saúde e a partir dos dados contidos nele, para estabelecer uma estratégia de advocacia a nível nacional, provincial e nacional, tendo em vista a instauração de um serviço de saúde de qualidade.

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