Independentistas de Cabinda denunciam ataque com seis mortos, incluindo um civil

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Cinco militares e um civil morreram na segunda-feira à noite na sequência de uma operação lançada pelas Forças Armadas Angolanas (FAA), anunciou hoje a Frente de Libertação do Enclave de Cabinda — Forças Armadas de Cabinda (FLEC-FAC).

Segundo um comunicado assinado pelo porta-voz do Estado Maior das FAC, António do Rosário Luciano o ataque contra o campo do movimento independentista na aldeia de Tando-Bocoto aconteceu cerca das 21:30 e foi “vigorosamente reprimido” pelos cabindenses tendo resultado em seis mortes, dois soldados das FAC, três das Forças Armadas Angolanas e um civil.

O comunicado refere que os soldados angolanos deixaram para trás três armas do tipo Ak-47.

O incidente aconteceu algumas horas após a FLEC-FAC, que reivindica a independência daquela província angolana, ter proposto às Nações Unidas a realização de uma cimeira para relançar o processo de paz, por ocasião da 75.ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas.

Os independentistas convidaram o secretário-geral da ONU, António Guterres, a organizar uma “mini-cimeira” consagrada à paz e segurança da região, sugerindo um encontro em Brazzaville (capital da República do Congo), sob a direção de Denis Sassou-Nguesso, presidente em exercício da Conferência Internacional da Região dos Grandes Lagos (CIRGL).

Além do Presidente angolano, João Lourenço, deveriam também participar nesta reunião de alto nível o Presidente da República Democrática do Congo e segundo vice-presidente da União Africana, Félix Tshisekedi, bem como John Pombe Joseph Magufuli, atual presidente da SADC (Comunidade de Desenvolvimento da África Austral).

Segundo os separatistas, a cimeira deveria resultar na adoção de uma resolução reclamando o diálogo entre o Governo angolano e a FLEC-FAC.

Os independentistas têm acusado as forças armadas angolanas de causarem várias mortes entre civis, na região fronteiriça daquela província separada geograficamente de Angola e denunciaram “manobras hostis do Governo angolano contra os refugiados cabindenses nos Congos”.

A Lusa tem questionado o ministério da Defesa de Angola com as alegações das FLEC-FAC sem nunca obter confirmação relativamente aos confrontos e baixas das forças armadas angolanas

A província angolana de Cabinda, onde se concentram a maior parte das reservas petrolíferas do país, não é contígua ao restante território e, desde há muitos anos que líderes locais defendem a independência, alegando uma história colonial autónoma de Luanda.

A FLEC, através do seu “braço armado”, as FAC, luta pela independência daquela província, alegando que o enclave era um protetorado português, tal como ficou estabelecido no Tratado de Simulambuco, assinado em 1885, e não parte integrante do território angolano.

Cabinda é delimitada a norte pela República do Congo, a leste e a sul pela República Democrática do Congo e a oeste pelo Oceano Atlântico.

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