Acidentes de viação já provocaram este ano 886 mortos e 4.852 feridos

Acidentes de viação já provocaram este ano 886 mortos e 4.852 feridos

Angola registou este ano um total de 886 mortes e 4.852 feridos em 4.446 acidentes de viação, números que apontam para uma redução comparativamente ao mesmo período de 2019.

Os dados foram hoje divulgados em comunicado após a primeira sessão ordinária do CNVT – Conselho Nacional de Viação e Ordenamento do Trânsito, orientada pelo vice-presidente de Angola, Bornito de Sousa.

De acordo com o balanço relativo à sinistralidade rodoviária em Angola no primeiro semestre, de janeiro a junho foram registadas menos 206 mortes, menos 578 feridos e menos 634 acidentes rodoviários em relação ao mesmo período do ano passado.

Desde março deste ano, devido à pandemia de covid-19, foram impostas várias restrições à mobilidade, incluindo interprovincial, estando Luanda ainda sob cerca sanitária.

Estes indicadores, salienta a nota, traduzem o objetivo de reduzir as mortes e lesões por acidentes rodoviários, numa altura em que a sinistralidade continua a ser a segunda causa de mortes, depois da malária, em Angola.

Do total de acidentes registados no período em análise, 35% foram por atropelamentos, 18% por colisões entre automóveis e motociclos, 15% por colisões entre automóveis, 10% por despistes, 7% por capotamentos e igual percentagem por colisões entre motociclos, 6% por choques contra obstáculos fixos e 2% por acidentes com características especiais.

A província de Luanda, capital de Angola lidera a lista de acidentes (898), de mortos (238) e de feridos (896), seguindo-se o Huambo (360 acidentes, 83 mortos e 374 feridos), a Huíla (343 acidentes, 68 mortos e 338 feridos), Benguela (339 acidentes, 67 mortos e 451 feridos) e Bié (238 acidentes, 46 mortos e 349 feridos).

Na reunião foi também apreciado o projeto do novo modelo de carta de condução, que visa atender às recomendações das normas para a integração regional, prevendo-se que a mesma traga entre outras inovações, uma base de dados do utente, que permitirá a leitura das limitações médicas, administrativas ou legais aplicáveis ao seu titular.

A proposta da nova carta de condução prevê também a inclusão de informação sobre a residência do titular do documento, data em que se realizou o exame e características de segurança.

“Entretanto, para a sua implementação será necessária a alteração do atual sistema funcional de emissão de carta de condução”, refere o comunicado, salientando que durante o encontro foi igualmente analisado o Projeto sobre os Procedimentos de Registo e Controlo das Vítimas de Acidentes de Viação nas Unidades Sanitárias e a Ficha de Registo de Controlo das Vítimas de Acidentes.

Este diploma, que visa regular os procedimentos de registo e controlo das vítimas de acidentes de viação assistidas em unidades de saúde até 30 dias após a ocorrência, tem como objetivo o controlo efetivo das pessoas que não morrem no local do acidente e que venha a acontecer no hospital, não entrando geralmente para as estatísticas.

Segundo recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS), as vítimas que venham a falecer num período de até 30 dias nas unidades hospitalares devem ter como causas do óbito os acidentes de viação.

O CNVT foi também informado sobre o projeto de manutenção e conservação das vias, associado ao Programa de Reabilitação de Infraestruturas Rodoviárias, que prevê a manutenção e conservação de 14.199 quilómetros de estradas primárias, 7.000 de secundárias e 4.507 de terciárias.

No quadro da implementação do Programa de Reabilitação de Infraestruturas Rodoviárias, o plano de salvação de estradas abrangeu uma malha rodoviária de 1.824 quilómetros, sendo 223 de reabilitação profunda e 1.601 de manutenção e conservação.

“Com uma rede nacional configurada numa extensão de 76.000 quilómetros de estradas, das quais 25.806 da rede fundamental, 17.199 da rede complementar e 32.995 da rede terciária, o programa de salvação de estradas prevê a conservação de 1.770 quilómetros, recuperando segmentos da rede primária e secundária em estado avançado de degradação”, lê-se no comunicado.

O decreto presidencial que aprova o Regulamento de Atribuição de Matrícula, do Número da Chapa de Matrícula de Veículos e o Registo Nacional de Matrículas, cuja materialização está apontada para o primeiro trimestre de 2021, mereceu também análise dos participantes no encontro.

Fonte: Lusa

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