Câmara de Energia Africana defende perdão de dívida para África recuperar

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on pinterest
Share on email

O presidente da Câmara de Energia Africana (CEA), NJ Ayuk, defendeu hoje um perdão da dívida dos países africanos mais afetados pela pandemia da covid-19 para permitir “achatar a curva” e recuperar as economias.

“Os membros do G20 deviam concordar em perdoar os pagamentos dos países africanos, especificamente dos devedores africanos elegíveis para a Iniciativa da Suspensão do Serviço da Dívida (DSSI, em inglês), ou seja, países que se comprometam com uma agenda virada para o futuro que inclua reformas abrangentes e viradas para o mercado, bem como salvaguardas de liberdade económica, boa governação, comércio livre e investimentos em educação”, escreveu o empresário.

Numa nota enviada às redações, o líder da CEA, uma entidade privada destinada a fomentar os investimento em África, defende que esta ideia “está em linha com os ideais que ajudaram os países do G20 a conseguir tanto no que diz respeito ao crescimento económico” e argumenta que “isto é exatamente o que África precisa para maximizar as hipóteses de relançar o crescimento perdido com a pandemia, e garantir um crescimento sustentável no futuro, quando as vacinas e os tratamentos eliminaram a ameaça da covid-19”.

O apelo de NJ Ayuk segue-se a vários pedidos de líderes africanos para a extensão da DSSI, inicialmente prevista para durar até ao final do ano, e que o G20 deverá decidir em novembro sobre a aplicação também em 2021.

No final de agosto, o presidente do Senegal já se tinha juntado a outros analistas e instituições financeiras internacionais para defender a necessidade de aumentar o apoio aos países africanos, ainda a recuperar não só dos efeitos das medidas de contenção da pandemia, mas também da redução do preço das matérias primas e do forte abrandamento da procura em tempos de redução da atividade económica mundial.

“Para a maior parte dos países africanos os esforços internos não vão ser suficientes para reduzir o choque da covid-19 e relançar o crescimento económico”, disse Macky Sall, citado pelo presidente da CEA.

“Precisamos de mais capacidade financeira, e é por isso que, juntamente com outros colegas, pedi um alívio substancial da dívida pública e privada africana em termos a serem acordados”, acrescentou o chefe de Estado no final do mês passado.

Por outras palavras, diz Ayuk, o Presidente “está a pedir ao G20 para dar tempo a África para achatar a curva” e relançar as economias, adotando novas regras, tal como os países da zona euro fizeram quando eliminaram temporariamente o limite de 3% do défice para permitir potenciar o crescimento das economias.

O alívio da dívida, concluiu, “é mesmo necessário para achatar a curva, e vai dar a África o tempo e o espaço para começar a trilhar um caminho rumo à recuperação”, que inclui novos investimentos, um setor energético sustentável, acesso dos cidadãos a eletricidade, promoção da inovação e do empreendedorismo, criação de empregos e remoção de burocracias e obstáculos administrativos.

África registou 123 mortos devido à covid-19 nas últimas 24 horas, passando a um total de 32.625 em 1.353.283 casos de infeção, de acordo com os números mais recentes da pandemia no continente.

Segundo o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (África CDC), nas últimas 24 horas registaram-se, nos 55 Estados-membros da organização, mais 6.625 novos casos de infeção com o novo coronavírus, metade dos quais no norte de África, e houve mais 7.238 recuperados, para um total de 1.090.676.

O primeiro caso de covid-19 em África surgiu no Egito em 14 de fevereiro e a Nigéria foi o primeiro país da África Subsaariana a registar casos de infeção, em 28 de fevereiro.

A pandemia de covid-19 já provocou pelo menos 921.097 mortos e mais de 28,8 milhões de casos de infeção em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on pinterest
Share on email

Designed by nzaylakasesa,lda.