Unidade de investigação estatal coloca China como maior economia do mundo em 2032

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Uma unidade de investigação do Governo chinês previu que a China ultrapasse os Estados Unidos como a maior economia do mundo, em pouco mais de uma década, apesar da guerra comercial e tecnológica entre os dois países.

A previsão é do Centro de Pesquisa de Desenvolvimento (RDC, na sigla em inglês) do Conselho de Estado chinês, e tem como premissa o sucesso da nova estratégia de desenvolvimento do Governo chinês, de se concentrar mais no mercado interno, face às crescentes tensões geopolíticas que o país enfrenta.

O relatório também enfatiza a suposição de que o crescimento económico do país é imparável.

Segundo o grupo de investigadores, liderado por Chen Changsheng, que supervisiona a pesquisa sobre macroeconomia, as disputas entre a China e os EUA vão-se intensificar nos próximos cinco anos.

“Não se pode descartar que os EUA vão usar todos os métodos possíveis para conter o desenvolvimento da China, incluindo a imposição de sanções financeiras às empresas chinesas (?) confiscar as participações da China no Título do Tesouro norte-americano (?) ou coagir outros países a impor embargos de tecnologia à China, bem como excluir a China do sistema de pagamento em dólar”, alertou o relatório.

No entanto, o mesmo documento prevê que Washington não vai conseguir impedir o crescimento económico da China.

A participação do país asiático na economia mundial vai aumentar para 18,1%, em 2025, depois de se ter fixado nos 16,2%, em 2019. A participação dos EUA cairá para 21,9% por cento, depois de, no ano passado, ter ascendido a 24,1%, previram os pesquisadores.

No entanto, também há análises que apontam que a China pode nunca vir a ultrapassar os Estados Unidos e ocupar o primeiro lugar, devido ao envelhecimento da sua população.

O antigo ministro do Comércio da China, Chen Deming, advertiu, em abril de 2019, que a China “não deve presumir que será ?número 1′ mais cedo ou mais tarde”.

A consultora Capital Economics divulgou um relatório, em janeiro passado, que aponta que a desglobalização terá um impacto nas vantagens económicas da China.

“A suposição generalizada de que a China vai ultrapassar os Estados Unidos como a maior economia do mundo provavelmente está errada”, lê-se no relatório.

Segundo o jornal de Hong Kong South China Morning Post, Chen Changsheng é um dos economistas do governo que participou de um simpósio realizado por Xi, na semana passada, visando preparar o 14º plano quinquenal, que vai ser apresentado no próximo ano.

A sua equipa argumentou que o cenário económico global passará por uma mudança radical nos próximos anos, à medida que Estados e multinacionais incorporam cada vez mais a “segurança” nas suas cadeias de fornecimento, com a economia global a fragmentar-se em três grandes blocos, centrados na América do Norte, Europa e China.

Fatores importantes que devem impulsionar o crescimento futuro da China são a economia digital do país e o setor dos serviços, concluíram os pesquisadores.

A participação do setor industrial no PIB (Produto Interno Bruto) da China pode cair para 35%, em 2025, de 39%, em 2019, enquanto a participação do setor dos serviços deve aumentar para cerca de 60%, em 2025, de 53,9%, em 2019.

A contribuição da economia digital da China está projetada para aumentar de cerca de 6%, em 2019, para 11%, em 2025, segundo o relatório.

No entanto, os investigadores também observaram que a ambição da China de criar um enorme mercado interno vai ser restringida pela grande e crescente disparidade da riqueza no país.

O rápido envelhecimento da população chinesa vai ser também um grande desafio para a China, ao longo dos próximos cinco anos, com a população em idade ativa a diminuir em 20 milhões de pessoas durante aquele período.

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