Europeus se opõem a restabelecimento de sanções contra o Irão pedido por EUA

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França, Alemanha e Reino Unido se opõem à iniciativa adotada pelos Estados Unidos na ONU de reivindicar o restabelecimento das sanções internacionais contra o Irão, acusado de ter violado o acordo de 2015 sobre seu programa nuclear, segundo um comunicado publicado nesta quinta-feira (20).

Os Estados Unidos ativaram este mecanismo, denominado “snapback”, como “participantes” do acordo sobre o programa nuclear iraniano (JCPoA).

No entanto, “França, Alemanha e Reino Unido destacam que os Estados Unidos deixaram de ser um participante do JCPoA, após sua retirada do acordo” em 2018, explicaram no no comunicado suas chancelarias, que não podem “apoiar esta iniciativa, incompatível com nossos atuais apoios ao JCPoA”.

“Seguimos comprometidos com o JCPoA, apesar dos grandes desafios provocados pela saída dos Estados Unidos e […] devemos tratar a questão do descumprimento sistemático dos iranianos de seus compromissos em virtude do JCPoA no âmbito de um diálogo entre os participantes do acordo”, declararam os três países europeus.

“Exortamos o Irão a desfazer todas as suas ações incompatíveis com seus compromissos nucleares e cumpri-las novamente de imediato”, destacaram.

Em reação ao anúncio de recusa dos europeus ao restabelecimento das sanções contra o Irão implementado por Washington, o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, acusou os aliados dos Estados Unidos de se alinharem com os aiatolás.

“Nenhum país, além dos Estados Unidos, teve a coragem e a convicção de apresentar uma resolução. Ao contrário, eles optaram por se alinhar com os aiatolás”, disse Pompeo a jornalistas na sede das Nações Unidas, após ativar formalmente o controverso procedimento.

Mais cedo, Pompeu havia “notificado o Conselho de Segurança” sobre um “descumprimento notável por parte do Irão de seus compromissos”, previstos no texto de 2015, que devem impedi-lo de desenvolver a arma nuclear, segundo uma carta da qual a AFP obteve uma cópia.

A carta foi entregue pessoalmente pelo secretário de Estado americano, Mike Pompeo, ao embaixador da Indonésia, Dian Triansyah Djani, que preside o Conselho de Segurança este mês.

O presidente americano, Donald Trump, que considera este acordo “desastroso” e promete obter um “melhor”, exercendo “pressão máxima” sobre Teerão, já restabeleceu e, inclusive reforçou, todas as sanções americanas.

Em represália, as autoridades iranianas começaram a suspender seus compromissos nucleares, especialmente em termos de enriquecimento de urânio.

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