Petróleo fecha estável com redução das reservas nos EUA e Opep+

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As cotações do petróleo fecharam em estabilidade nesta quarta-feira (19), quando se celebrava uma reunião da Opep e seus aliados para avaliar seus cortes de produção e após o anúncio de uma nova queda nas reservas de petróleo nos Estados Unidos.

Em Londres, o barril de Brent do Mar do Norte para entrega em outubro caiu 0,2% a 45,3712 dólares.

E em Nova York, o WTI para entrega em setembro subiu apenas 0,1%, a 42,93 dólares, e se mantém em níveis máximos desde março.

O mercado acompanhava com atenção nesta quarta-feira a reunião de acompanhamento dos cortes de produção da Opep e seus aliados (Opep+), que desde maio reduziram sua oferta internacional para conter a queda livre de preços provocado pela pandemia.

No fechamento do mercado ainda não havia um comunicado oficial para encerrar o encontro, celebrado por videoconferência.

– Reservas seguem em queda nos EUA –

Por outro lado, as reservas de petróleo nos Estados Unidos caíram pela quarta semana consecutiva, assim como as de gasolina, segundo um informe divulgado nesta quarta pela Agência americana de Informação sobre Energia (EIA).

Os inventários de petróleo caíram 1,6 milhão de barris (mb) na semana terminada em 14 de agosto e se estabilizaram em 512,5 mb, após terem sofrido uma queda de 22 milhões nas três semanas anteriores. Analistas aguardavam uma redução de 2,85 milhões de barris.

As reservas estratégicas de petróleo ficaram em 2,7 mb, com o governo federal liberando parte de seus estoques.

A produção americana de petróleo, por sua vez, ficou no mesmo nível da semana anterior, com uma média de extração de 10,7 milhões de barris diários (mbd).

“Embora o ritmo de reativação da demanda é incerto, o nível da oferta continua dando uma perspectiva otimista” para os preços do petróleo, destacou Ryan McKay, da TD Securities.

A produção, que chegou a 13,1 mbd em março, se mantém em níveis mais baixos “apesar de um aumento dos preços em níveis rentáveis para a produção de petróleo de xisto”, destacou McKay em uma nota.

As refinarias funcionaram a 80,9% de suas capacidades, quase como na semana anterior (81%).

“A fragilidade persistente da demanda de produtos destilados e as reservas abundantes de que dispomos ao fim da temporada de verão (no hemisfério norte) continuarão mantendo a taxa de uso das refinarias abaixo de seu nível habitual”, afirmou McKay.

Em Cushing, Oklahoma (sul), onde estão os reservatórios que servem de referência para o petróleo WTI, cotado em Nova York, as reservas caíram 600.000 barris, a 52,7 mb.

As exportações diminuíram de 3,14 a 2,14 mbd, enquanto as importações aumentaram sutilmente, de 5,62 mbd a 5,73 mbd.

As reservas de gasolina caíram 3,3 mb, muito mais que o milhão esperado pelos analistas.

As reservas de produtos destilados, como combustível de calefação e de aviação, subiram 200.000 barris perante uma queda de 1,1 mb esperado pelos analistas.

Os americanos consumiram uma média de 18,4 mbd nas últimas quatro semanas, uma cifra em leve queda com relação à semana anterior, e 14,3% inferior ao registro no mesmo período de 2019.

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