IGAPE analisa dez candidaturas para fábricas têxteis

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O Instituto de Gestão e Participação do Estado (IGAPE) recebeu de Março até sete deste mês (Agosto) dez candidaturas de empresas nacionais e estrangeiras, interessadas na compra de três unidades têxteis em privatização (Satec, África Textil e Textang II).

A venda destas três fábricas do sector têxtil, enquadrada no Programa de Privatizações (Propriv) 2018-2022, é fundamental para a competitividade de um sector que em 2019 despendeu 170 milhões de dólares em roupa nova e USD 65 milhões em roupa usada importada.

A alienação e a consequente entrada em funcionamento em força destas unidades fabris, reabilitadas com fundos públicos, num investimento de 1,2 mil milhões de dólares, vai permitir ao país reduzir as importações e poupar pelo menos qualquer coisa como 235 milhões de dólares.

Das candidaturas apresentadas, nove são de empresas nacionais que se apresentaram com parceiros estrangeiros e uma entidade estrangeira.

De acordo com dados obtidos junto do Departamento de Apoio ao Conselho de Administração do IGAPE, os participantes já foram notificados para a apresentação de proposta técnica e financeira, que poderão ser apresentadas nas próximas semanas.

A equipa técnica do IGAPE está agora a analisar a capacidade das concorrentes ao concurso público para a privatização, na modalidade de cessão do direito de exploração e gestão das unidades têxteis.

O Executivo angolano, através do Ministério da Energia e Águas, está a instalar energia da rede pública para as unidades têxteis em privatização, com vista a reduzir os custos operacionais.  

Meios disponíveis  

A unidade fabril Comandante Bula (ex-Satec), situada no Cuanza Norte, apesar de ter sido equipada nunca inaugurada, desde 2013.  

Instalada numa área de 90 mil metros quadrados, esta unidade tem a capacidade para produção de 180 mil peças/mês, 150 mil de t-shirts pólo e 480 metros/mês de tecido denim. Equipamentos e maquinarias como, abridor de fardos, carda, passador, penteadeiras, macaroqueira, filatorios de anéis e bobinadeira, estão instaladas no local.  

Um grupo de 400 técnicos foram formados, na altura, para o efeito, e muitos aguardam pela abertura do “mostro adormecido”.  

Já a Textang Il, instalada na zona industrial do Cazenga (Luanda), até não ultrapassou os cinco por cento, antes da sua paralisação, em 2019.  

A mesma tem em stock uma qualidade elevada de matéria-prima (algodão) e algum stock em produto acabado, tecidos.  

Inaugurado, em 2013, a fábrica tem uma capacidade instalada para produção de seis milhões de metros/ano de tecido para uniforme e três milhões/ano de tecidos para camisas.  

Esta unidade produção equipada com meios diversos está instalada numa área de 109 mil 270 metros quadrados.  

Outra unidade em privatização é a África Têxtil, instalada na zona industrial do Cavaco, em Benguela.  

Em 2018, a fábrica chegou a exportar um total de 450 toneladas de fio (produto intermédio) para Portugal e 60 toneladas para a China.  

Os principais clientes nacionais de produtos acabados são a Clínica Girassol (uniformes) e o hospital sanatório do Huambo (lençóis e cobertores).  

A África Têxtil é a única das unidades têxteis que tem produção de quatro (4) linhas de produtos, entre os quais, toalhas, cobertores de algodão e lençóis.  

Para o funcionamento desta, a fábrica tem um custo de material (algodão e insumos) estimado em três milhões de dólares em cada semestre.  

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