África com 1,73 milhões de infetados e 24 mil mortos

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Os 55 países de África contabilizam 1,73 milhões de pessoas infetadas com covid-19 e 24 mil mortes associadas à doença, anunciou hoje o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças africano (África CDC).

O diretor do Africa CDC, John Nkengasong, revelou na conferência semanal ‘online’ a partir de Adis Abeba que se registou um aumento de 8% de novos casos na última semana, o que se traduz em 79.200 novos casos em todos os 55 países, com uma média diária de 11.000 novos casos reportados.

Entre os novos casos comunicados, 52% referem-se a mulheres e 48% a homens.

O CDS África revelou também que 50 países reportaram 38 mil casos de infeção entre trabalhadores envolvidos em cuidados de saúde, ou seja, 3,6% do total de casos reportados no continente.

“O mundo regista até hoje cerca de 20 milhões de casos de covid-19 e cerca de 730 mil mortes. Em África, todos os 55 países do continente reportaram casos de covid-19, num total de um milhão e 73 mil casos. Deste número, 24 mil pessoas morreram em todo o continente, resultando numa taxa de fatalidade de 2,26 pessoas”, começou por indicar Nkengasong.

“A boa notícia é que 72%, 769 mil pessoas recuperaram totalmente de infeções com covid-19”, acrescentou.

Cinco países são responsáveis por 74% dos novos casos reportados: África do Sul, com 53% dos novos casos registados esta semana, Egito (8,9%), Nigéria (4,5%), Gana (3,9%) e Argélia (3,5%).

Analisados estes números à luz do total da população, o ‘ranking’ continua a mostrar a África do Sul à cabeça dos países mais problemáticos, com perto de 10 mil casos de infetados por milhão de habitantes, seguida do Djibuti, com 5 mil casos por milhão de habitantes, e de dois países lusófonos: Cabo Verde, com cinco mil casos por milhão de habitantes, e São Tomé e Príncipe, 4,5 mil casos por milhão de habitantes.

O Gabão, com 3,8 mil casos por milhão de habitantes, fecha a lista dos cinco países africanos mais afetados pela pandemia.

Em matéria de testes, o continente regista até agora 9,4 milhões de testes realizados, o que resulta num aumento de 10% em relação à semana passada.

Dez países são responsáveis por cerca de 80% dos testes realizados: África do Sul, Marrocos, Etiópia, Egito, Gana, Quénia, Nigéria, Ruanda, Uganda e Ilhas Maurícias.

“Estamos muito perto do objetivo de 10 milhões de testes que fixámos para o continente”, disse o diretor do Africa CDC.

Atualmente, 25 países continuam com as fronteiras fechadas e 23 estão a impor restrições às entradas, nomeadamente a realização de testes ou a apresentação de um certificado válido sobre a realização do mesmo no país de origem.

A maioria dos estados-membros está a impor quarentena obrigatória a viajantes provenientes de zonas de alto risco.

“Esta semana daremos início a um processo de consultas sobre como poderemos harmonizar e coordenar os nossos esforços em todo o continente em relação aos processos de testes nas fronteiras e reconhecimento de certificados”, anunciou o diretor do Africa CDC.

“Alguém com certificado de um teste feito em Moçambique deve poder entrar em outros países”, ilustrou John Nkengasong.

As conversações terão início hoje e serão divulgadas na próxima semana, acrescentou.

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