MPLA destaca obra de Waldemar Bastos

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O Secretariado do Bureau Político do Comité Central do MPLA considerou, nesta segunda-feira, Waldemar Bastos como um dos expoentes máximos da música contemporânea angolana, que ajudou a desenvolver com notável qualidade e verdadeiro sentido patriótico.

Segundo o MPLA, em mensagem de condolência pela morte do artista ocorrida na madrugada desta segunda-feira, em Lisboa (Portugal), vítima de doença, aos 66 anos de idade, retratou, de forma peculiar, a realidade sócio-cultural, a beleza e os encantos de Angola.

“De inconfundível performance e timbre vocal, Waldemar Bastos representou a cultura angolana em vários países do mundo”, lê-se na mensagem.

O MPLA destaca o facto de a morte de Waldemar Bastos ocorrer num momento particular em que se regista um movimento de valorização e promoção da música angolana de raiz, deixando mais empobrecida a Cultura Nacional em geral, e a classe dos músicos, em particular.

A Unita, também em mensagem de condolências, considerada o artista com o detentor de uma voz poderosa e inconfundível, e de uma criatividade incomum.

“Era executor de vários instrumentos musicais com os quais soube encantar os apreciadores da sua música em vários palcos do Mundo. Com a morte prematura, perde a família, Angola, África e o Mundo um dos seus mais exímios representantes e intérpretes. A Cultura Angolana e Africana ficou mais pobre”, lê-se na mensagem.

Adianta que o inesperado acontecimento retira do convívio aquele cuja criatividade e produção artística uniam os angolanos em diferentes quadrantes no Mundo.

Waldemar dos Santos Alonso de Almeida Bastos, conhecido como Waldemar Bastos, nasceu em M’Banza Kongo, capital da província do Zaire, a 4 de Janeiro de 1954.

O músico é um dos mais respeitados artistas lusófonos da world music e dos primeiros artistas de Angola a alcançar a internacionalização.

Com um percurso profissional de mais de quatro décadas, Waldemar Bastos apresentava uma sonoridade que o próprio definia como afro-luso-atlântica, marcada por composições de cariz autobiográfico e influências da cultura africana e portuguesa.

Descrito como uma pessoa direta e interventiva, pronunciou-se com frequência a favor da democratização de Angola e deu nota em várias ocasiões de que se sentia ostracizado pelo poder político angolano.

Ao longo da sua carreira trabalhou com nomes como Chico Buarque, Dulce Pontes, David Byrne, Arto Lindsay e Ryuichi Sakamoto, entre outros, com a Orquestra Gulbenkian, a London Symphony Orchestra e a Brazilian Symphony Orchestra. Tinha os Bee Gees e Carlos Santana como referências.

Recebeu em 2018 o Prémio Nacional de Cultura e Artes, a mais importante distinção cultural do Estado angolano. No ano anterior, tinha sido considerado Músico e Cantor Internacional de 2017 no X Encontro de Escritores Moçambicanos na Diáspora, em Lisboa, ocasião em que foi elogiado por defender a democracia e os direitos humanos.

Em 1999 recebera o prémio New Artist of the Year nos World Music Awards, promovidos pelo Príncipe do Mónaco.

O cantor actuava com regularidade em Portugal, tendo estado por exemplo em 2017 na abertura do Festival de Teatro de Almada e no Festival de Músicas do Mundo de Sines.

O último álbum do artista, Classics of My Soul (2010), foi apresentado no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, com a Orquestra Gulbenkian e tinha sido gravado em Londres, sob a direção do maestro Nick Ingman.

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