Primeiro-ministro libanês propõe eleições antecipadas

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O contestado primeiro-ministro libanês Hassan Diab anunciou hoje que vai propor eleições legislativas antecipadas no país abalado pela mortífera explosão no porto de Beirute, com a população a acusar os dirigentes políticos de responsabilidade no grave acidente.

Num discurso pela televisão, o chefe do Governo afirmou que “apenas eleições antecipadas podem permitir uma saída da crise estrutural”.

“Apelo a todas as partes políticas que se entendam sobre a próxima etapa”, acrescentou Diab. Os seus responsáveis “não têm muito tempo, estou disposto a continuar a assumir as minhas responsabilidades durante dois meses até que cheguem a acordo”, precisou.

O chefe do Governo, que formou o seu gabinete em janeiro após a demissão de Saad Hariri no final de outubro, sob pressão do movimento de protesto popular, acrescentou que vai submeter na segunda-feira a sua proposta ao Conselho de Ministros.

O seu discurso ocorreu quando milhares de libaneses prosseguiam os protestos no centro de Beirute, exigindo explicações ao poder após a explosão no porto de Beirute na terça-feira, que devastou bairros inteiros e provocou pelo menos 158 mortos e 6.000 feridos, segundo o último balanço oficial.

A manifestação de hoje voltou a degenerar em violências entre manifestantes e forças policiais, enquanto diversos grupos organizados tomavam de assalto o Ministério dos Negócios Estrangeiros, proclamando-o “quartel general da Revolução”.

O edifício também acolhe as instalações do Ministério da Economia e do Meio Ambiente, e de acordo com o diário The Daily Star registou-se um assalto e um incêndio nas instalações.

Através de uma mensagem no Twitter, as forças de segurança anunciaram que um polícia morreu num hotel central durante os confrontos com manifestantes, e pelo menos 172 pessoas ficaram feridas.

A mensagem referiu que “um membro do Ministério do Interior morreu no processo de manter a segurança quando se encontrava no interior do hotel Le Gray, após ser atacado por vários desordeiros assassinos”.

O hotel Le Gray está localizado perto do local dos protestos, e um grupo de manifestantes ateou fogo às suas portas, suscitando um momento de grande tensão no interior do edifício.

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