Falta de testes está a impedir compreensão total da pandemia em África – OMS

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on pinterest
Share on email

A diretora do escritório da Organização Mundial de Saúde (OMS) para África, Matshidiso Moeti, disse hoje que a falta de testes está a gerar subnotificação de casos e a impedir a compreensão total da pandemia no continente.

“A falta de testes está a levar a alguma subnotificação dos casos de covid-19 e a impedir-nos de compreender o quadro completo da pandemia em África”, disse Matshidiso Moeti, durante uma conferência de imprensa virtual a partir de Brazzaville.

A responsável da OMS África sublinhou, por isso, a necessidade de “inverter esta situação para que os países possam calibrar a resposta, assegurando maior eficácia”.

“À medida que os casos se deslocam para o interior, os testes devem ser descentralizados das capitais”, acrescentou.

O nível de testagem à covid-19 em África continua abaixo da média global, mas a capacidade de testagem no continente “aumentou significativamente” desde o início da pandemia, segundo a OMS.

Na África subsaariana, foram já realizados mais de 6,4 milhões de testes com 11 países a fazerem mais de 100 testes por cada 10.000 habitantes, em comparação com apenas seis há um mês.

Em julho, registou-se um aumento de 40% no número total de testes realizados em comparação com o mês anterior.

Durante a mesma conferência, Matshidiso Moeti anunciou a chegada hoje a Joanesburgo, na África do Sul, dos primeiros membros de uma equipa de peritos da OMS para reforçar a resposta à covid-19 no país mais afetado no continente africano e entre os cinco mais afetados no mundo.

Um segundo grupo de peritos será destacado na próxima semana, esperando-se que, no total, mais de 40 peritos de saúde pública apoiem as autoridades sul-africanas na resposta à pandemia.

“A pedido do Governo sul-africano, os nossos peritos serão integrados nas equipas nacionais de resposta, trabalhando em estreita colaboração com os responsáveis locais pela saúde pública para enfrentar alguns dos desafios urgentes que o país enfrenta”, disse a responsável da OMS.

“À medida que o impacto do vírus se intensifica em vários pontos críticos em África, também se intensificam os esforços da OMS”, acrescentou.

Numa altura em que o continente se aproxima do milhão de casos, 10 países foram responsáveis por 89% dos novos casos de covid-19 nas últimas duas semanas.

Os novos casos aumentaram mais de 20% em 16 países da região africana da OMS nas últimas duas semanas, em comparação com a quinzena anterior.

No total, a OMS está a aumentar o apoio a 11 países que solicitaram assistência, mobilizando mais técnicos para o terreno e aumentando as formações para reforçar a capacidade local.

Com a transmissão comunitária a ocorrer em mais de metade dos países em África, a OMS está a reforçar o envolvimento comunitário e a educação sanitária e a fornecer apoio material direto para reforçar a capacidade de testes.

A OMS e outras agências das Nações Unidas formaram um consórcio global de aquisições para apoiar os países que têm acesso limitado aos mercados para a compra de testes e outros produtos e equipamentos médicos.

No mês passado, o consórcio enviou 1,8 milhões de ‘kits’ de teste para 47 países em África, estimando-se um novo envio de mais 1,1 milhões nas próximas semanas.

Em África, há 21.050 mortos confirmados em mais de 976 mil infetados em 55 países, segundo as estatísticas mais recentes sobre a pandemia naquele continente.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 708 mil mortos e infetou mais de 18,8 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on pinterest
Share on email

Designed by nzaylakasesa,lda.