Negociações sobre megabarragem no Nilo serão retomadas quarta-feira

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As negociações sobre a construção de uma megabarragem pela Etiópia no rio Nilo Azul continuarão esta quinta-feira, anunciou hoje o Ministério da Irrigação do Egito, após uma reunião conjunta com Etiópia e Sudão mediada pela União Africana (UA).

“Os ministros concordaram realizar, em 04 e 05 de agosto, comités técnicos e jurídicos para abordar as questões controversas (…) e apresentar as conclusões numa reunião ministerial em 06 de agosto”, afirmou o Ministério egípcio numa declaração citada pela agência France-Presse.

A reunião de hoje foi realizada por videoconferência e contou com a presença de observadores dos Estados Unidos da América e da União Europeia.

A Grande Barragem do Renascimento Etíope (GERD, na sigla inglesa), construída pela Etiópia sobre o Nilo Azul — que origina o rio Nilo ao confluir com os rios Nilo Branco e Atbara — tem sido uma fonte de tensões entre os três países durante quase uma década.

Sudão e Egito temem que a construção do projeto, avaliado em mais de 4 mil milhões de dólares (mais de 3,5 mil milhões de euros) e que vai permitir à Etiópia gerar 6.000 megawatts de eletricidade, coloque o caudal do rio Nilo sob o controlo da administração etíope.

Com cerca de 6.000 quilómetros, o rio Nilo é uma fonte vital para o abastecimento de água e eletricidade para cerca de 10 países da África Oriental.

Apoiados nestas preocupações, os dois países pretendem um acordo abrangente sobre a barragem, incluindo sobre a forma como é gerida. No entanto, a Etiópia considera que a GERD é essencial para o seu desenvolvimento, estando relutante em ceder em certas condições.

Cartum considera que as propostas hoje apresentadas podem servir de base para um acordo, afirmou o ministro sudanês da Irrigação e Água, Yasser Abbas, num comunicado citado também pela AFP, não entrando em detalhes.

O ministro acrescentou que espera que “esta ronda de negociações seja decisiva” de modo a que se alcance um acordo “dentro das próximas duas semanas”.

O principal obstáculo entre os três países diz respeito ao enchimento do reservatório da barragem. Em 21 de julho, Adis Abeba anunciou que tinha alcançado o objetivo de enchimento para o primeiro ano.

No comunicado egípcio, as autoridades referem que dependem em 97% do rio Nilo para as suas necessidades de acesso a água, dizendo estar contra “uma ação unilateral de encher a barragem”, algo que “envia sinais negativos” e “uma falta de vontade” por parte da Etiópia.

Na ocasião, a Etiópia afirmou que o aumento da água na barragem se deveu às fortes, apontando que se tinha tornado “evidente nas últimas duas semanas da época chuvosa, que o primeiro ano de enchimento da barragem está concluído e a que barragem, ainda em construção, está a transbordar”.

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