Com 11 províncias infetadas, o que vai nos resolver é o Estado de Emergência

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on pinterest
Share on email

Neste sábado, a província do Bié entrou também no quadro estatístico, com um caso importado de Luanda,  elevando para 11 o número de províncias com casos de infeção.

Para além de Luanda (epicentro da pandemia) e Bié, constam também da Lista: Bengo, Cabinda, Cuanza Norte, Cuanza Sul, Cunene, Lunda Norte, Moxico, Uíge e Zaire.

As 7 províncias ainda sem casos são: Benguela, Huambo, Huíla, Namibe, Lunda Sul, Malanje e Cuando Cubango.

O mês de julho, foi o mais desastroso desde que foi detetado o novo coronavírus em Angola, não só em termos de propagação do vírus para outras províncias do país, saltando de 2 para 11, mas também em termos de letalidade e números de casos registados.

Em julho foi registado um recorde de 43 mortes das 54 mortes associadas a covid-19 e 954 dos 1.164 casos registados até agora, representando respectivamente 79% e 81% do total das mortes e dos casos positivos.

Projeções feitas pelo Professor/Doutor, José Ribeiro, vice-reitor da Universidade Privada de Angola para a Área Científica e apresentadas na sexta-feira (31), indicam que até setembro o país pode atingir 45.180 casos positivos com 2.256 pacientes em estado crítico.

Esse é um cenário realista, que se as pessoas não se envolverem na luta contra a pandemia será um “caos”, alertou o académico salientando que sabemos todos que o país não tem capacidade para tratar tantos pacientes críticos.

Nesta senda, o secretário de Estado para a Saúde Pública, Franco Mufinda, apelou, neste sábado, à população para assumir-se como “participes activos” na luta contra a pandemia da Covid-19.

“Tal como o último dia de Julho (31), o primeiro dia de Agosto começou com dois óbitos e 23 casos positivos. Isso mostra que se deve elevar os cuidados contra a doença. As famílias devem estar cada vez mais envolvidas nessa luta. Evitar aglomerações e permanência nos mercados e nas ruas, além do uso obrigatório da máscara, lavagem constante das mãos e observar o distanciamento físico”, apelou. 

Alertou ainda que qualquer pessoa “ ao nosso lado” pode ser um caso positivo assintomático, devendo se redobrar as medidas de protecção.

Mas como diz a nossa ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, “sabemos todos que o que nos resolve mesmo é a queretena institucional”.

Por outras palavras, talvez tenha chegado a hora de aperta o cordão e voltar a impor medidas mais restritivas, assim como recomendou o académico José Ribeiro.

É preciso cortar a cadeia de transmissão para evitar um cenário catastrófico. E sabemos todos que o que nos resolve mesmo, é o Estado de Emergência.

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on pinterest
Share on email

Designed by nzaylakasesa,lda.