Beyoncé encanta fãs com álbum visual “Black Is King”

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on pinterest
Share on email

A rainha do pop Beyoncé lançou nesta sexta-feira (31) seu tão aguardado álbum visual, “Black Is King”, um vídeo esteticamente ambicioso anunciado como complementar a seu álbum de 2019 com músicas inspiradas no remake da Disney de “O Rei Leão”.

A narrativa visual altamente estilizada lançada na plataforma de streaming Disney Plus dura uma hora e 25 minutos e, semelhante a “O Rei Leão”, conta a história de um jovem que viaja por um mundo difícil, longe de sua família.

O trabalho é uma ode à experiência negra, repleta de imagens vibrantes celebrando a diáspora africana, uma exploração estética da história negra, poder e sucesso que também faz referência a colonialismo, disparidade econômica e racismo.

Beyoncé descreveu o álbum como um “trabalho de amor”, que agora serve “a um propósito maior” do que seu papel original como peça complementar de “O Rei Leão: O Presente”, em vista do clima sociopolítico atual.

Protestos em massa contra o racismo se seguiram ao assassinato por um policial branco do afro-americano George Floyd, em maio, quando a pandemia do novo coronavírus já atingia duramente os Estados Unidos, infectando desproporcionalmente a população negra.

“Muitos de nós querem mudanças”, escreveu Beyoncé no Instagram, em um raro momento de desabafo pessoal dessa celebridade reservada.

“Acredito que quando os negros contam as próprias histórias, é possível mudar o eixo do mundo e contar a história REAL de riqueza geracional e riqueza de alma que não são contadas em nossos livros de História”.

– Imagens exuberantes –

Alimentado por visuais exuberantes e os vocais crescentes de Beyoncé, “Black Is King” enfatiza fortemente as noções de família e maternidade, além de linhas filosóficas sobre origem e legado.

Seu marido, o astro do hip-hop Jay-Z, a atriz Lupita Nyong’o e a modelo Naomi Campbell estão na produção. A mãe de Beyoncé, Tina Knowles-Lawson e a ex-colega de banda de Destiny’s Child, Kelly Rowland, também aparecem, assim como a filha, Blue Ivy, e imagens raras de seus gêmeos, Rumi Carter e Sir Carter.

O filme segue o venerado álbum visual de 2016 de Beyoncé “Lemonade”, que enfatizou a mulher negra no contexto do legado americano de escravidão e cultura de opressão.

Desde o trabalho vencedor do Grammy, Beyoncé tem valorizado o visual na vanguarda de sua arte, não mais focada em dominar as paradas pop.

Simultaneamente uma das estrelas mais discretas e mais cultuadas da música, aos 38 anos ela usa sua enorme plataforma de mídia social para aprimorar sua imagem e promover seu trabalho, repleto de comentários sociais amplos sobre temas como gênero e raça.

Beyoncé também enfrentou críticas, especialmente de fora dos Estados Unidos, por implantar o que alguns chamam de visuais estereotipados da “tradição africana” – pintura facial e plumas, por exemplo.

Muitos usuários de mídias sociais observaram que o Disney Plus não é acessível nos países africanos e que, embora Beyoncé tenha realizado alguns shows no continente, suas turnês não passam por lá há anos.

“É preciso entender como nossa amada rainha Beyoncé está reduzindo a negritude e a africanidade à estética e às imaginações ocidentais de nossa existência”, tuitou o usuário Paballo Chauke.

“Também é preciso falar como isso agora é lucrativo”.

Ainda assim, a ‘Bey Hive’ – legião de fãs fervorosos de Beyoncé – expressou alegria com o lançamento de “Black Is King”, que rapidamente se tornou um trending topic.

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on pinterest
Share on email

Designed by nzaylakasesa,lda.