Acta publicada em Diário da República põe fim à gestão brasileira na IURD

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O país começou esta semana na iminência de uma crise política e diplomática criada pela ala brasileira num conflito que desde o princípio o governo angolano caracterizou como sendo um problema interno da IURD.

Ciente da sua posição muito fraca em termos de legitimidade, jurídico e patrimonial, ala brasileiro tentou muscular a sua posição usando a sua influência política no Brasil, junto do presidente Bolsonaro, para pressionar o governo angolano a intervir a seu favor, uma situação que teve uma resposta à medida das autoridades angolanas, que classificou a ação como sendo “despropositada”.

O ministro da Justiça e dos Direitos Humanos afirmou, nesta segunda-feira (27), que o Estado angolano apenas deve garantir a legalidade no conflito interno da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), salientando que o problema não é político ou diplomático.

Com a publicação em Diário da República da acta da reunião que elegeu no dia 24 de junho de 2020, em assembleia extraordinária, o Corpo de Gerência da Comissão de Reforma da IURD-Angola, chega ao fim a gestão brasileira na Igreja Universal em Angola que passa agora a ser coordenado pelo Bispo Valente Bizerra Luís.

Com esse passo, a Comissão de Reforma assume a gestão da igreja e o seu património, passando a representar a instituição nos vários organismos nacionais públicos e privados.

Em resposta, a direção composta por bispos brasileiros declarou esta sexta-feira, em nota enviada à imprensa a que “O Guardião” teve acesso, que a Comissão de Reforma “não tem legitimidade representativa”, considerando “falsa a acta da pretensa Assembleia Geral de 24 de Junho.

Denuncia que, entre os signatários desta acta, constam indivíduos não membros da IURD e outros expulsos devido à prática de actos ilícitos e à violação do código de conduta moral da Igreja Universal.

Reitera que os legítimos membros dos órgãos sociais foram eleitos em Assembleia Geral, a 05 de Dezembro de 2019, tendo como presidente o Bispo António Pedro Correia da Silva.

Declara que, nos termos dos estatutos, o Conselho da Direção é o único órgão que representa a associação a nível nacional e internacional, sublinhando que irá adoptar todas as medidas necessárias para reagir à publicação “ilícita” da acta em causa em Diário da República.

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