General Kundi Paihama vai hoje a enterrar na sua terra natal

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O general Kundi Paihama vai hoje a enterrar, as 14:00 horas, no cemitério municipal do Quipungo, província do Bié, sua terra natal.

A urna do malogrado general encontra-se já na província do Bié onde está também a ser organizado um velório no auditório da Universidade Mandume ya Ndemufayo. O cortejo fúnebre parte as 14:00 horas para o cemitério do Quipungo onde será sepultado após a leitura de várias mensagens onde se destaca a do Presidente da República, do governador da Huíla e da família.

O Presidente João Lourenço destacou, ontem no livro de condolências, que Angola perdeu um dos seus melhores filhos, com o desaparecimento físico de quem dedicou toda vida à causa da liberdade e do progresso social de Angola.

“O general Kundi Paihama era fiel aos ideais e princípios pelos quais acreditava e lutava, destemido perante os perigos e desafios”, escreveu o Comandante-em-Chefe das Forças Armadas Angolanas.

Destacou, ainda, a pessoa “humilde, popular e falante de várias línguas nacionais” entre as qualidades que o distinguiam.

O Presidente lamentou o facto de não se poder realizar “uma grandiosa homenagem, a dimensão da trajectória e do contributo prestado à pátria”, devido aos condicionalismos impostos pela pandemia da Covid-19, que assola o mundo.

Por sua vez, o presidente de Assembleia Nacional, Fernando da Piedade Dias dos Santos, disse que “o país acaba de perder um dos seus melhores filhos, um companheiro de luta, um amigo de sempre”.

Para a vice-presidente do MPLA, Luísa Damião, o partido perdeu um grande dirigente e Angola um grande patriota.

O chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas Angolanas (FAA), general Egídio de Sousa Santos, desolado, disse apenas “Paihama foi um bom pai”.

Por seu turno, o general Matias Lima Coelho “Zumbe” lembrou-se da determinação do falecido general, na mobilização e moralização da população e das forças armadas, para contrapor a invasão sul-africana, tendo-o considerado um “nacionalista e político sério, com posições de Estado”.

O general António França “Ndalu” falou da determinação de Kundi Paihama na criação e liderança do batalhão “Onças da Montanha”, para o combate às forças rebeldes de então, rotulando-o como “um bom chefe e combatente”.

O antigo vice-presidente do MPLA, Roberto de Almeida, afirmou que o finado general foi “irrepreensível”, sempre se destacou para as missões mais difíceis, até “os seus inimigos reconheciam a sua verticalidade e postura de combatente heróico”.

Para o deputado Mário Pinto de Andrade, Paihama foi a prova de homem que faz a guerra para trazer a paz, aquele que mais enfrentou Jonas Savimbi, quer em operações práticas, quer no discurso político.

Kundi Paihama nasceu há 75 anos no município de Quipungo, província da Huíla, e foi governador das províncias do Cunene, Benguela, Luanda, Huambo e Huíla.

Da folha de serviço constam, também, os cargos de ministro do Interior, da Segurança de Estado, da Inserção e Controlo Estatal, da Defesa Nacional e dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria.

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