Reunião de líderes africanos sobre o Mali termina sem solução para a crise

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Cinco chefes de Estado do oeste da África reunidos nesta quinta-feira (23) em Bamako fracassaram na tentativa de convencer a oposição maliense a aceitar seu plano para resolver a crise no país, mas são “otimistas” e voltarão a se reunir na segunda-feira em uma cúpula extraordinária.

“Nada foi modificado ainda”, declarou o imã Mahmud Dicko, figura-chave dos protestos que sacodem o Mali desde junho.

“Se realmente foi por isso que se reuniram, acho que não se fez nada”, acrescentou, após reunião com os presidentes da Nigéria, Muhammadu Buhari; do Níger, Mahamadou Issoufou; da Costa do Marfim, Alassane Ouattara; de Gana, Nana Akufo-Addo, e do Senegal, Macky Sall, reunidos em apoio aos esforços de mediação da Comunidade de Estados da África Ocidental (CEDEAO).

“Somos um povo de pé, não somos um povo submisso ou resignado. Prefiro morrer como um mártir a morrer como um traidor. Os jovens que perderam a vida não a perderam por nada”, acrescentou o líder religioso de 66 anos, muito crítico ao presidente Ibrahim Boubacar Keita, conhecido como “IBK”.

Em carta aberta aos cinco presidentes e difundida na noite de quinta-feira, o Movimento 5 de Junho, uma coalizão que lidera os protestos, acusa o presidente Keita de fracassar em sua missão, mas desta vez não pediu a sua demissão.

O presidente em exercício da CEDEAO, o chefe de Estado nigerino Mahamadou Issoufou, se disse “otimista”.

“Espero que se encontre uma solução”, disse, anunciando uma cúpula em 27 de julho entre os 15 chefes de Estado da organização regional por videoconferência.

“Ao final desta cúpula, acredito que a CEDEAO tomará fortes medidas para acompanhar o Mali”, acrescentou, reforçando que “tirar o presidente IBK, que foi eleito democraticamente” continua sendo uma “linha vermelha”.

Desde julho, as manifestações contra Keita, no poder desde 2013, têm se intensificado.

O clima de exasperação – alimentado há anos pela instabilidade da segurança no centro e no norte do país, a crise econômica e a corrupção – agravou-se com a invalidação pelo Tribunal Constitucional de 30 resultados das eleições legislativas de março e abril.

A crise política no Mali, onde parte do território escapa do Estado devido à violência jihadista e/ou comunitária, preocupa seus aliados e vizinhos, que temem que mergulhe no caos.

O plano da CEDEAO, apoiado pela comunidade internacional prevê a nomeação de um novo Tribunal Constitucional e a criação de um governo de unidade nacional.

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